O número final do propinoduto: como afundar um País em 8 anos

O setor destinado ao pagamento de propinas da Odebrecht movimentou cerca de US$ 3,370 bilhões (R$ 10,6 bilhões) entre 2006 e 2014.

O número consta de uma tabela entregue à Procuradoria Geral da República (PGR) pelo ex-executivo do grupo Hilberto Mascarenhas, responsável pela chamada Área de Operações Estruturada, que realizava o controle de vantagens indevidas pagas a políticos.

O Executivo disse que alertou presidente do grupo sobre o risco das movimentações: ‘Suicídio financeiro, suicídio de risco, suicídio de segurança, suicídio de tudo’.

O  “Chorão” Geddel sempre queria mais

Em depoimento de delação premiada, o ex-diretor de Relações Institucionais da Odebrecht Cláudio Melo Filho contou que o ex-ministro Geddel Vieira Lima (PMDB-BA) era “chorão” ao pedir contribuições da empresa para campanhas eleitorais.

Ao relatar um suposto caso de pagamento de propina, Melo afirmou que ele reclamava para receber valores da empresa acima do combinado.

“Ele era um chorão […] Me perdoe até o termo, ele reclamava. ‘Não é possível que você não possa fazer nenhum esforço’”, disse o ex-executivo, reproduzindo conversa com Geddel. “E eu disse: ‘Ô senhor Geddel, o senhor participa da reunião, o senhor vai lá e fala com o presidente da empresa”.

“Quem tem boca fala o que quer. No momento oportuno, meus advogados vão se pronunciar e mostrar que essas delações são ficção científica”, afirmou Geddel sobre as declarações do delator.

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Autor: jornaloexpresso

Carlos Alberto Reis Sampaio é diretor-editor do Jornal "O Expresso", quinzenário que circula no Oeste baiano, principalmente nos municípios de Luís Eduardo Magalhães, Barreiras e São Desidério. Tem 43 anos de jornalismo e foi redator e editor nos jornais Zero Hora, Folha da Manhã e Diário do Paraná, bem como repórter free-lancer de revistas da Editora Abril

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