Câmara: coleta de lixo, taxa de iluminação pública e aumento dos agentes políticos foram os assuntos principais

Filipe e Kenni: a taxa de iluminação mais cara do País.

Os vereadores Kenni Henke e Márcio Rogério polarizaram pra si a sessão ordinária da Câmara Municipal, ontem à noite. Kenni, pelos requerimentos de informações no Executivo relativos aos investimentos e arrecadação da rede de iluminação pública e da coleta de lixo. Márcio Rogério, por ter pedido a retirada da pauta do projeto – de autoria da Mesa Diretora – sobre a revisão anual dos salários dos agentes políticos, vereadores, prefeito e vice e secretários municipais.

Filipe Fernandes afirmou que a taxa de iluminação pública chega a cifras de 500 reais mensais.  

-No Rio de Janeiro, uma das capitais mais caras do País, a taxa de iluminação pública não ultrapassa noventa reais. Estão cobrando iluminação pública até em áreas rurais. Onde se viu iluminação em áreas rurais no Município.  O dinheiro arrecadado não pode ser gasto em outra área.

Márcio Rogério acrescentou que 20.000 domicílios estão pagando taxa de iluminação para mais de 40.000 lotes desocupados. E sugeriu que os donos desses lotes também paguem pela energia.

Aumento de salários

A proposição de Márcio Rogério relativa à retirada do projeto de aumento de salário foi rejeitada pela maioria dos vereadores. Eles querem, sim, a revisão anual dos seus salários e, por via de consequência, do Prefeito e dos secretários municipais. “Inoportuno”, rebateu Márcio Rogério.

Prefeito centralizador

Sobre a administração pública do Município, Márcio Rogério afirmou que “o secretariado de Oziel é bom, com raras exceções”.

No entanto, asseverou, o Prefeito é centralizador:

-Vereadores foram induzidos a erro no caso do projeto de identificação de veículos. Foi isso que rendeu mais de um minuto de vaias num recente espetáculo. Agora o que a população quer é transparência, projetos claros. Nós estamos aqui para construir um grande projeto para esta cidade.”

Induzidos ou conduzidos

O líder do Governo, Vítor do Ferro Velho, lamentou a afirmação de Márcio Rogério de que “os vereadores da situação” foram induzidos a rejeitar o projeto de Identificação dos Carros Locados.

-Fico muito triste por dizerem que fomos induzidos a rejeitar o projeto. Parece que a gente não é homem, que não tem opinião própria. Não fui induzido a nada. Aqui não tem nenhuma criança.

No caso da rejeição do projeto de identificação dos carros locados, a compreensão de todos é de que o Prefeito não induziu os vereadores a votarem por menos transparência na gestão pública. Apenas conduziu coercitivamente a votação. Uma visão política de longo prazo seria necessária a esses edis: podem afundar junto com a belonave de Oziel. Empreguinhos para apaniguados e outras vantagens, como a própria locação de carros de amigos dos parlamentares, pode ser uma bomba de retardo nas próximas eleições. 

Pedindo quebra-molas

O vereador Santil afirmou que não é “vereador de quebra-molas”. Mas acabou ratificando o seu pedido de construção de 4 quebra-molas de uma vez na avenida JK, no centro do Jardim das Oliveiras.

Pérola do dia

O vereador Irmão Deusdete, ao justificar sua ausência em duas sessões ordinárias, afirmou que estava prestando assistência à sua sogra, adoentada no período.

– Tem muita gente que acha que sogra é como mandioca, só presta enterrada. Mas eu gosto muito da minha sogra.

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Autor: jornaloexpresso

Carlos Alberto Reis Sampaio é diretor-editor do Jornal "O Expresso", quinzenário que circula no Oeste baiano, principalmente nos municípios de Luís Eduardo Magalhães, Barreiras e São Desidério. Tem 43 anos de jornalismo e foi redator e editor nos jornais Zero Hora, Folha da Manhã e Diário do Paraná, bem como repórter free-lancer de revistas da Editora Abril

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