Revista Veja apresenta a corrida maluca da sucessão presidencial

Charge de Lézio Júnior, de Veja

Daqui a 17 meses teremos as eleições para presidente do Brasil. 

Até as emas que habitam os gramados do Palácio do Planalto sabem que não há vácuo em política. Assim, quando se olha o cenário das eleições presidenciais de 2018, a paisagem de terra arrasada produzida pela hecatombe das delações da Lava-Jato vai rapidamente dando lugar a outra. Nela, em vez dos políticos tradicionais, o que se vê é um repovoamento algo desordenado de novas espécies.

Elas incluem desde o empresário, ex-apresentador de TV e recém-empossado prefeito de São Paulo João Doria até o (ainda) apresentador de TV Luciano Huck e o ex-presi­dente do Banco Central Arminio Fraga.

Doria começou a aparecer nas pesquisas de intenção de voto espontânea para presidente pouco depois de assumir a prefeitura e segue em trajetória ascendente. Em levantamento do Ibope divulgada na quinta-feira, seu nome alcançou 24% de potencial de votos.

Huck é uma das apostas do Partido Novo, de olho na popularidade do apresentador e em sua “descontaminação” política. Arminio Fraga, por ora, não passa de uma menção — ainda que cada vez mais frequente — feita em círculos empresariais de São Paulo e do Rio, desejosos de um nome “técnico” e identificado com o mercado.

O cenário pós-hecatombe para 2018 é heterogêneo sob vários aspectos. Reúne candidatos a candidatos, candidatos que juram não ser candidatos, não candidatos que não descartam a possibilidade de virar candidatos e aqueles que não são candidatos de fato e nunca virão a ser, embora muita gente gostaria que fossem. Em uma dessas duas últimas categorias, encontram-se o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal e relator do mensalão, Joaquim Barbosa, e o nome mais célebre da Lava-Jato, Sergio Moro.

Avatar de Desconhecido

Autor: jornaloexpresso

Carlos Alberto Reis Sampaio é diretor-editor do Jornal "O Expresso", quinzenário que circula no Oeste baiano, principalmente nos municípios de Luís Eduardo Magalhães, Barreiras e São Desidério. Tem 43 anos de jornalismo e foi redator e editor nos jornais Zero Hora, Folha da Manhã e Diário do Paraná, bem como repórter free-lancer de revistas da Editora Abril

Deixe um comentário