
O processo de impeachment da presidente Dilma, há um ano, com todo o seu surrealismo, parece ter conquistado para as fileiras progressistas* do País, sua ex-ministra da Agricultura, Kátia Abreu. Ela nega estar mais à esquerda no universo político:
“Acho muito cafona esse negócio de direita e esquerda”, afirma. “Sou liberal e humanista.”
A senadora defende que o Estado cuide dos mais vulneráveis, mas diz acreditar que “o emprego vem das empresas, da iniciativa privada”.
Abreu tem se alinhado à oposição ao governo Temer em alguns dos principais temas na agenda do Congresso. Em dezembro, votou contra a Proposta de Emenda à Constituição que definiu um teto para os gastos públicos, a primeira grande reforma econômica aprovada pela nova gestão.
Nas últimas semanas, ela criticou a aprovação na Câmara de uma lei que flexibiliza as terceirizações e engrossou o coro dos parlamentares contrários à reforma da Previdência.
Ainda assim, diz que não pertence à oposição. “Sou independente. Não faço da oposição uma profissão, faço oposição àquilo que acredito.”
Abreu diz à BBC Brasil que a reforma de Previdência de Temer deverá punir, sobretudo, os mais pobres.
“Essa é a revolta maior, porque as pessoas sentem que não estão mexendo com os ricos. E é verdade, não estão mesmo.”
Segundo a senadora, “o governo não quer mexer em quem tem capacidade de mobilização”. “O corporativismo funciona e as bancadas reagem, então é mais fácil mexer nos anônimos.”
*Nada a ver com o PP, tão balançado em suas estruturas. O Editor refere-se aqueles que defendem o progresso e as transformações: inovador, vanguardista, reformador, revolucionário, avançado, liberal, moderno, empreendedor, novo.

ah tá !! e toda essa roubalheira de todos esses políticos pune quem??