
O mercado de feijão na Bolsinha, em São Paulo, nesta quarta-feira recebeu novas entradas. Foram ofertadas 12 mil sacas que foram 100 % negociadas, não restando sobras. O mercado segue firme e os preços continuam em alta.
O carioca extra nota 9,5 chegou a sair por R$ 250 a saca, um lote saiu por R$ 255 a saca preço final com todas as despesas embutidas o que representa os mesmos R$ 250 a saca.
Segundo o Notícias Agrícolas, o mercado do feijão teve, na semana passada, boas novas para o produtor. Os preços, contra todas as expectativas, giram em torno dos R$170 a R$175, com 20% de valorização em uma semana.
A demanda de início de mês, de acordo com Marcelo Lüders, analista de mercado da Correpar, foi um fator importante para essas comercializações.
Em relação ao mercado, a primeira safra tinha mais feijão disponível do que a safra atual. Assim, “não tem lógica preço baixo na segunda safra”, diz Lüders.
A chuva no Paraná atrapalha a colheita, com mais feijão nota 7,5 sendo colhido. Cada vez mais, portanto, vem sendo afastada a hipótese de o produtor vender feijão com prejuízo. Esses preços atuais também são confortáveis para o consumidor.
No que diz respeito ao feijão preto, do qual era esperada uma grande quantidade do mercado, é possível que seja necessária a importação de feijão preto da Argentina para atender a demanda interna. Com a chuvarada recente, mais de 2.000 mm desde o início do ano, será difícil encontrar feijão de boa qualidade também na Argentina.
