
O senador José Serra, o presidente do Senado, Eunício Oliveira, o ministro Gilmar Mendes e até o bruxuleante Michel Temer, estão encampando a instalação de uma comissão parlamentar para estudar a possibilidade de implantação do parlamentarismo no Brasil.
O parlamentarismo não é coisa nova no Brasil. Com ele, D.Pedro II reinou por meio século, tendo de se compor, nesse período, com 28 governos, começando pelo Gabinete do Visconde de Caravelas, em 1847 e terminando com o do Visconde de Ouro Preto, em 1889, este último derrubado pelo golpe de estado que proclamou a República.
No início do Governo João Goulart, uma emenda parlamentarista foi aprovada e Tancredo Neves foi indicado.
E o gabinete de Tancredo Neves, organizado em 8 de setembro de 1961, caiu dez meses depois, em 30 de junho de 1962.
O segundo gabinete, chefiado por Brochado da Rocha, foi empossado em 9 de julho e caiu dois meses depois, em 14 de setembro. O terceiro gabinete, chefiado por Hermes Lima e empossado em 17 de setembro, num ambiente em que o parlamentarismo estava sendo vivamente questionado pelos formadores de opinião.
Um plebiscito enterrou o parlamentarismo em janeiro de 1963, com mais de 80% dos votos.
Não dá um arrepio na nuca, descendo em direção ao Sul, só de pensar na qualidade de nossos parlamentares e na possibilidade de tê-los como primeiro ministro?
