Que voltemos às campanhas eleitorais à base de sola de sapato

Campanhas de antigamente. No carro de Adhemar, candidato à Presidência, um aviso: cédulas aqui. As cédulas eram depositadas em envelope diretamente na urna.

Lauro Jardim diz em sua coluna de O Globo que o controverso (adjetivo nosso) ministro Gilmar Mendes, do STF, está preocupado com o fato dos políticos dependerem só de doações de pessoas físicas para a campanha de 2018.

Segundo o Magistrado, os números colhidos pelo TSE, nas eleições de 2016, 712 mil pessoas doaram para os candidatos. Mas 380 mil não possuíam qualquer dado referente a rendimentos. Portanto, doações irregulares.

Particularmente acho bom que permaneça como está. Quanto menos dinheiro a candidatos, menor a chance do eleitor ouvir mentiras e promessas vãs. Inclusive sou partidário de zerar a propaganda no rádio e na TV – mais de 1 bilhão de reais pagos pelo contribuinte – e o famigerado fundo partidário.  Sugiro que voltemos às cédulas impressas em preto e branco, em papel jornal, que só os mais antigos conhecem, e à sola de sapato, material imprescindível para os candidatos.

Avatar de Desconhecido

Autor: jornaloexpresso

Carlos Alberto Reis Sampaio é diretor-editor do Jornal "O Expresso", quinzenário que circula no Oeste baiano, principalmente nos municípios de Luís Eduardo Magalhães, Barreiras e São Desidério. Tem 43 anos de jornalismo e foi redator e editor nos jornais Zero Hora, Folha da Manhã e Diário do Paraná, bem como repórter free-lancer de revistas da Editora Abril

Deixe um comentário