Casa sem pão (ou sem água), todos brigam, ninguém tem razão

Leitura de ontem, 5, do nível do reservatório da hidrelétrica de Sobradinho: 2,62% da capacidade total. Isso significa que a barragem já está no volume morto e o a água que está saindo pelos vertedouros é apenas aquela que está entrando no reservatório, descontados os valores da utilizada pelos ribeirinhos e pela evaporação. Bem menos de 230 m³/s, enquanto há poucos dias a barragem gerava energia com 1.250 m³/s.

Então, água é assunto sério e será cada vez mais agudo nos próximos anos, dados o aumento da temperatura e a falta de chuvas frequentes. Todo o Nordeste e grande parte do Centro Oeste e Sudeste estão em perigo e a utilização da água é fator estratégico. Só em Petrolina e Juazeiro são 120 mil hectares de pequenos produtores que devem ser irrigados com constância, pois a maioria é de lavouras perenes.

A água no Nordeste já se tornou de fato um problema social de proporções alarmantes. É só observar com atenção a foto do advogado Aurélio Miguel, publicada nas mídias sociais. O Rio Grande, um dos maiores afluentes do rio São Francisco, é apenas uma lembrança do que foi.

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Autor: jornaloexpresso

Carlos Alberto Reis Sampaio é diretor-editor do Jornal "O Expresso", quinzenário que circula no Oeste baiano, principalmente nos municípios de Luís Eduardo Magalhães, Barreiras e São Desidério. Tem 43 anos de jornalismo e foi redator e editor nos jornais Zero Hora, Folha da Manhã e Diário do Paraná, bem como repórter free-lancer de revistas da Editora Abril

Uma consideração sobre “Casa sem pão (ou sem água), todos brigam, ninguém tem razão”

  1. Isso não é apenas falta de chuva, são centenas de pivos ligados a todo vapor, é a completa destruição das nascentes, a concessão desmedida de outorgas por órgãos conhecidamente corruptos, o crescimento a todo custo, depois os ricos vão embora e só resta o passivo ambiental para quem fica

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