
Na próxima sexta-feira (10), seis secretários estaduais devem participar de uma reunião com o prefeito de Correntina, Nilson José Rodrigues. O objetivo é traçar um conjunto de ações visando à revitalização das nascentes do Rio Arrojado, de forma a encontrar soluções para o conflito envolvendo os ribeirinhos que utilizam o rio para as atividades de subsistência e as empresas agrícolas que captam a água para a irrigação das lavouras.
A decisão foi tomada pelo governador Rui Costa, nesta quarta-feira (8), durante reunião com o prefeito do município para encontrar soluções relativas ao conflito gerado com a invasão ocorrida no último dia 2, na Fazenda Rio Claro, pertencente à empresa Lavoura e Pecuária Igarashi Ltda., localizada na zona rural da cidade.
Durante a reunião, o governador e o prefeito concordaram em montar uma agenda positiva envolvendo os diversos segmentos da região, a fim de acabar com os conflitos entre os pequenos e grandes produtores. Segundo Nilson Rodrigues, a tendência é o crescimento dos confrontos na região, que vem desde a década de 1980.
No último dia 2, manifestantes atearam fogo nas instalações, destruíram maquinários, sistema de energia e tratores da Fazenda Rio Claro.

Independente do grande acordo que se possa traçar em todo o Oeste, alguns itens são importantes:
- Uma moratória para a outorga de águas no mínimo pelos próximos 10 anos.
- A proibição da tomada de água dos rios do Oeste, com exceção daqueles destinados à pequena agricultura e dessedentação animal e humana, no período de julho a novembro.
- O estabelecimento de um comitê multilateral específico para tratar do meio ambiente, que trate inclusive da remuneração da retirada da água dos rios e lençóis freáticos superficiais e profundos.
- A retomada dos estudos técnicos da situação do aquífero Urucuia e a determinação da sua capacidade de fornecimento de água.
- Proteção ampliada não só das nascentes dos rios e veredas, como das chaminés de realimentação do Aquífero.

No Brasil, só coloca o cadeado depois que a porta foi arrombada.
Segundo divulgado por alguns periódicos da imprensa livre e não tendenciosa, a invasão/depredação foi promovida pelos parasitas, desocupados e vagabundos da organização criminosa denominada MSTS, que fretou 10 ônibus para conduzir os seus liderados para tal mister.
Corrigindo: onde se lê MSTS leia-se MST. A quem interessar é só acessar o link: https://www.youtube.com/watch?v=DkoKqD5eNRU
Perfeito, não serão as mentiras de gente tendenciosa que manchará a luta das populações centenárias que habitam regiões como a do Rio Arrojado. Desenvolvimento sim, crescimento econômico sim, agronegócio sim, mas tudo isso com equilíbrio, respeito à população do Oeste e principalmente respeitando os limites que a natureza impõe. A falta de argumentos mínimos é que leva a tentar reduzir tudo a questões politicas ou interesses de grupos A ou B. A verdadeira questão é muito mais ampla e não se reduz apenas a região do Rio Arrojado, ou mesmo à Bahia, leva ultrapassa as divisas estaduais e fronteiras nacionais. Infelizmente a voz daquela comunidade que há muito questiona inúmeras outras ações, além dessa, só foi ouvida a partir dos fatos extremos que lá ocorreram. Vamos esperar que as autoridades se antecipem a novos problemas e apresentem soluções adequadas e que os representantes do agronegócio abandonem a visão de reduzir tudo à criminalização ou desqualificação dos movimentos socias.