401 prefeitos baianos vão ao Senado atrás de socorro financeiro

Hoje, às 15h, mais de 3 mil prefeitos marcham até o Senado Federal com pedido urgente de socorro financeiro. Com maior representatividade, Bahia tem 401 participantes

Começou na manhã desta quarta-feira, 22, a mobilização nacional de prefeitos brasileiros para pedir ajuda do governo federal. Diante da crise financeira, as prefeituras estão sem poder pagar décimo terceiro salário, honrar a folha de pagamento, assumir compromisso com fornecedores nem, muito menos, fazer investimentos nos municípios. Trata-se de um colapso total. A Bahia é o estado com maior representatividade no movimento – com 401 representantes. Ao todo, mais de 3 mil prefeitos se concentraram em frente ao Congresso Nacional e realizaram um ato em protesto. Às 15h, todos os gestores manifestantes seguem até o Senado Federal (Auditório Petrônio Portela – localizado no Anexo II no Senado).

No ato de protesto, o presidente da União dos municípios da Bahia (UPB) e prefeito de Bom Jesus da Lapa, Eures Ribeiro, falou sobre a importância do movimento de rua, de prefeitos e vereadores pela causa municipalista. “Trata-se da maior marcha que o movimento municipalista já realizou. Os prefeitos exigem respeito e que, realmente, a União olhe para os municípios da Bahia e do Brasil”, afirma Eures.

“Esse é um dos maiores movimentos da história do Brasil. Nada mais justo e importante do que a união de todos os prefeitos do país para lutarem por melhorias imediatas. Parabenizo a todos os gestores que não mediram esforços para estarem aqui. A queda de receita no meu município, quando comparo novembro de 2016 com novembro se 2017, caiu pela metade. Eu acredito que os deputados federais, senadores e, principalmente, o presidente da republica precisam ter piedade desses prefeitos que sofrem lá na ponta”, protestou o prefeito de Euclides da Cunha, Luciano Pinheiro.

“Essa mobilização tem importância fundamental para a liberação do recurso. Eu quero parabenizar a UPB pela ação que fez na Bahia, em outubro. Estou há cinco anos como prefeito e esse foi o movimento mais forte que eu já vi, em concentração de prefeitos, e com uma finalidade. Agora temos que nos unir de forma constante até que o objetivo de tentar salvar os municípios seja alcançado”, disse o prefeito de Ribeira do Pombal, Ricardo Maia.

“Os municípios estão falidos e que precisam do aporte financeiro do governo federal. Caso contrário, não será possível fechar as contas. Estamos aqui para dizer ao Brasil e ao presidente Temer que os municípios não conseguem viabilizar os compromissos se não tiverem um aporte. A repatriação deste ano, por exemplo, foi zero para os municípios. Até hoje, o presidente não explicou ao Brasil para onde foi o recurso da repatriação. O governo federal precisa entender que é no município que tudo acontece e que as pessoas vivem. Ele precisa olhar para os municípios, principalmente, os de pequeno porte, que não têm receita própria, grandes empresas ou indústrias e vivem com maior dificuldade”, disse o prefeito de Santana e 1º tesoureiro da UPB Marco Aurélio dos Santos Cardoso, conhecido como Marcão.

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Autor: jornaloexpresso

Carlos Alberto Reis Sampaio é diretor-editor do Jornal "O Expresso", quinzenário que circula no Oeste baiano, principalmente nos municípios de Luís Eduardo Magalhães, Barreiras e São Desidério. Tem 43 anos de jornalismo e foi redator e editor nos jornais Zero Hora, Folha da Manhã e Diário do Paraná, bem como repórter free-lancer de revistas da Editora Abril

Uma consideração sobre “401 prefeitos baianos vão ao Senado atrás de socorro financeiro”

  1. essas cidades que não têm receita própria não deveriam ter prefeitura e nem prefeitos e nem vereadores já seria uma grande economia . o que acham ??

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