
Os meteorologistas estão prevendo que o fenômeno “La Niña” deve durar até outubro. O La Niña é o resfriamento do oceano Pacífico Equatorial na região central, o que provoca mudança na intensidade e velocidade dos ventos em todo o globo.
A expectativa é que o La Niña perdure até o início do outono, e isso vai trazer consequências para a colheita, que pode enfrentar alguns excessos de chuva principalmente no Matopiba. Depois disso, teremos neutralidade climática no oceano Pacífico Equatorial.
“Os efeitos serão mais percebidos entre o Nordeste e o Norte do Brasil, principalmente entre o final do verão e início do outono. Nos anos de La Niña, a zona de convergência intertropical, uma instabilidade que atua pela costa norte do país, ganha intensidade, e a expectativa é de chuvas acima da média principalmente entre os meses de março e abril. Agora, no Sul, Sudeste e Centro-Oeste, o que vamos perceber é um efeito mais modesto do fenômeno”, diz Celso.
Precisamos mesmo de muita chuva, que vá até maio e junho, para repor as nossas reservas de água. Se Deus quiser. O reservatório da hidrelétrica de Sobradinho acumula apenas 11% de sua capacidade, com vazão contida à montante, e Três Marias, que também regula o rio São Francisco, está chegando a 19%.
