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Dinheiro não contabilizado do serviço secreto dos EUA financia Polícia Federal no mínimo há 15 anos

10/02/2018

Ninguém deve se surpreender com os recentes encontros de autoridades policiais brasileiras com membros do FBI e CIA, serviço secreto dos Estados Unidos.

Já em abril de 2004, uma matéria do Estadão, informava que o presidente da Federação Nacional de Policiais Federais (Fenapef), Francisco Garisto, confirmou  que “a Polícia Federal recebe dinheiro do serviço secreto americano (CIA) e de outras instituições como a de combate ao narcotráfico – DEA – e do Federal Bureau Investigation (FBI)”.

A informação foi dada pelo ex-chefe do FBI no Brasil, Carlos Alberto Costa, em entrevista à revista Carta Capital, publicada em 24 de março deste ano de 2017.

 Segundo Francisco Garisto, os dólares recebidos são depositados em contas individuais e, muitas vezes, trocados no câmbio paralelo, informa a Agência Brasil.

De acordo com o presidente da Fenapef, são repassados anualmente à Polícia Federal US$ 10 milhões, metade oriunda do DEA. Garisto disse aos parlamentares que essa questão foi apresentada ao ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, por meio de um ofício enviado em 7 de janeiro de 2003.

Na ocasião, foi aberta uma sindicância, mas nada ocorreu até agora para mudar este procedimento, disse o policial.

A contrapartida exigida pelo governo americano, ao repassar estes recursos à Polícia Federal, é de que sejam aplicados exclusivamente no combate ao tráfico internacional de drogas dirigido aos Estados Unidos, afirmou Garisto.

“É um dinheiro maldito que causa discórdia na Polícia Federal”.

A página Operacional – Defesa e Segurança, reproduzindo matéria da Folha de São Paulo, relata:

Graças a novos documentos revelados por Ryan Devereaux, Glenn Greenwald e Laura Poitras no Intercept, descobrimos que existe outra agência norte-americana trabalhando com a NSA que representa ameaça semelhante: a Agência de Combate às Drogas (DEA).

De acordo com os documentos, não se trata apenas de a NSA ajudar a DEA a capturar traficantes, mas de a DEA ajudar a NSA quanto a seus programas de espionagem não relacionados a drogas.

“A DEA na verdade é uma das maiores operações de espionagem que existe”, disse Finn Selander, antigo agente especial da DEA.

“Os países permitem que entremos porque não nos veem como organização de espionagem”.

A ajuda da Agência de Combate às Drogas à NSA em seus programas de espionagem é potencialmente uma violação de confiança ainda mais grave.

Essa é potencialmente uma violação de confiança diplomática ainda mais grave do que a espionagem pela NSA que Dilma Rousseff denunciou na ONU.

Governos permitem o acesso da DEA a recursos policiais, de inteligência e militares – o que pode incluir escutas – como parte de um esforço colaborativo com os Estados Unidos para combater o crime organizado.

2 Comentários leave one →
  1. Joao permalink
    10/02/2018 16:35

    A PF cometendo crime fiscal.
    Quem a investigará?

  2. Mario Machado permalink
    11/02/2018 4:59

    E querem questionar a parceria entre a Boeing e a Embraer!

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