Vexame: Brasil fica fora do consórcio dos maiores telescópios do mundo por falta de pagamento

Por Fábio St Rios*

A prova de que o golpe de 2016 jogou a ciência brasileira, propositalmente, no lixo, a expulsão, ou suspensão da participação do Brasil no programa de um dos mais importantes e potentes observatórios astronômicos já construídos pelo homem, a ESO (Observatório Europeu do Sul), por falta de pagamento, é um vexame internacional.

O acordo firmado em 2011, para a construção e a manutenção do observatório que fica no Chile, cuja configuração dos desertos de grande altitude permite grande qualidade de observação astronômica, contemplava a aprovação da participação, no congresso nacional, ainda nos primeiros anos do governo Dilma.

Após a aprovação, deveria ocorrer a liberação da verba que incluiria o Brasil em um dos mais importantes consórcios de ciência no mundo, contendo 50 países, cujas operações ocorrem no Chile e dariam acesso a diversos observatórios, principalmente ao VLT (Very Large Telescope).

O consórcio também opera o observatório ALMA, inaugurado em 2013, no platô da Cordilheira dos Andes, o maior e mais importante rádio telescópio em operação, no mundo.

Na época, a participação do Brasil uma potência econômica que surgia, foi bastante comemorada pelo consórcio, que prometia ampliar a participação de forma decisiva e possibilitaria operações com centros de ciência avançada, a serem construídas, inclusive aqui, no Brasil. 

Tudo ocorreu como esperado, só que a verba liberada pelo congresso, não foi enviada. Onde puseram o dinheiro que iria para a ESO? Em outras palavras, o golpe destruiu a ciência brasileira no presente e no futuro. Uma vergonha internacional, suspenso por falta de pagamento.

*Fábio St Rios. Estudou Ciência da Computação, Engenharia Metalúrgica na UFF, Engenheiro de Software, Desenvolvedor, Programador, Hacketivista e Estudante de História na UniRio.

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Autor: jornaloexpresso

Carlos Alberto Reis Sampaio é diretor-editor do Jornal "O Expresso", quinzenário que circula no Oeste baiano, principalmente nos municípios de Luís Eduardo Magalhães, Barreiras e São Desidério. Tem 43 anos de jornalismo e foi redator e editor nos jornais Zero Hora, Folha da Manhã e Diário do Paraná, bem como repórter free-lancer de revistas da Editora Abril

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