Veja, caro leitor, a matéria abaixo, publicada no maior jornal da Espanha, El País, no dia 31 de agosto. O controvertido dono da rede de lojas Havan já vinha cometendo fraudes eleitorais ao pagar a multiplicação de mensagem no Facebook, com transmissão ao vivo do candidato Jair Bolsonaro.
A ação de pagamento para ampliação do alcance de mensagens é vedada pela Lei Eleitoral e o Tribunal Superior Eleitoral mandou retirar a postagem, mas ela já tinha atingido 1,32 milhão de visualizações.
“A coligação do candidato tucano Geraldo Alckmin (PSDB)pediu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para retirar do Facebook um vídeo pró-Jair Bolsonaro publicado pelo empresário Luciano Hang. A representação por propaganda ilícita contra o candidato do PSL foi feita depois que uma reportagem do EL PAÍS revelou que o dono da rede de varejo Havan pagou à rede social para que a mensagem alcançasse mais pessoas, o que fere a lei eleitoral. O TSE acatou o pedido da campanha de Alckmin e removeu o conteúdo.
A decisão que ordenou a retirada do vídeo foi assinada pelo ministro do TSE Og Fernandes no dia 24 de agosto. O magistrado ressaltou que a Lei das Eleições veda expressamente qualquer tipo de veiculação de propaganda eleitoral paga na Internet, com o objetivo de evitar a interferência do poder econômico e a introdução de interesses comerciais no debate eleitoral. Pela legislação, só os candidatos e coligações podem pagar para promover suas mensagens no Facebook ou no Google. O Facebook informou, por meio de sua assessoria, que cumpriu a ordem judicial e indisponibilizou o anúncio considerado irregular pelo TSE.
Além do vídeo, no entanto, havia outra publicação de Hang que promovia Bolsonaro e aplicava dinheiro para que fosse vista por mais pessoas que segue no ar. A fotografia do empresário com Jair Bolsonaro obteve mais de 190 mil reações (que reúne curtidas e outras respostas), 11 mil comentários e 30 mil compartilhamentos.”
