Querem substituir Marx por Malafaia nas faculdades de Economia, diz Bacelar.

João Carlos Bacelar

A comissão especial formada na Câmara Federal para discutir o projeto de lei conhecido como “Escola Sem Partido” voltou a ter embate entre deputados de situação e oposição, em sessão desta terça-feira (4).

O deputado federal Bacelar (Pode) reagiu a declaração do vice-presidente da comissão, Pastor Eurico (Patri), que defendeu a proposta como uma tentativa de frear a esquerda, contra a escravização dos alunos pelos professores.

“A que ponto o fanatismo religioso chegou nessa comissão. Karl Marx é ensinado em qualquer faculdade de economia. Aqui querem substituir Marx pelo Pastor Malafaia. Acho que o que falta é o projeto de lei do Escola Sem Partido colocar letras nítidas: ‘Vocês precisam obedecer: Brasil acima de tudo e Deus acima de todos’. Vocês querem que as crianças aceitem que os dinossauros foram extintos pela arca de Noé. Vocês estão expondo ao ridículo do ridículo”, reclamou.

Bacelar e os demais deputados de oposição foram impedidos de ter a palavra e foram até a mesa para discutir com o presidente, mas a sessão acabou suspensa.

A reunião da comissão pretendia votar o novo relatório do deputado Flavinho (PSC-SP) à proposta, lido no último dia 22. O novo substitutivo do deputado Flavinho mantém seis deveres para os professores, como a proibição de promover opiniões, concepções, preferências ideológicas, religiosas, morais, políticas e partidárias. Também seria proibida a “ideologia de gênero” e o uso dos termo “gênero” ou “orientação sexual”.

A principal mudança em relação ao parecer anterior é a inclusão de artigo que determina que o Poder Público não se intrometerá no processo de amadurecimento sexual dos alunos nem permitirá qualquer forma de dogmatismo ou tentativa de conversão na abordagem das questões de gênero.

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Autor: jornaloexpresso

Carlos Alberto Reis Sampaio é diretor-editor do Jornal "O Expresso", quinzenário que circula no Oeste baiano, principalmente nos municípios de Luís Eduardo Magalhães, Barreiras e São Desidério. Tem 43 anos de jornalismo e foi redator e editor nos jornais Zero Hora, Folha da Manhã e Diário do Paraná, bem como repórter free-lancer de revistas da Editora Abril

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