O “rebate” em salários, um crime que autoridades praticam em todo o País

Atual presidente da Câmara formaliza queixa contra este jornalista por denunciar fatos comprovados em cartório policial. Negar o crime não significa que ele vai desaparecer. E tentar calar a boca da imprensa não significa impunidade.

Extorsão de salários e lavagem de dinheiro: o mesmo crime aqui, ali e acolá.

É impressionante como a mesma história suja se repete: na Câmara Municipal de Luís Eduardo Magalhães; na Câmara Municipal de Porto Seguro, crime denunciado no final de novembro ao Ministério Público e autoridades policiais, igualmente extorquia salários de funcionários em mais de 2/3; e finalmente, na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, o mesmo crime, perpetrado com a anuência do Presidente eleito e do filho deputado estadual.

Aqui em Luís Eduardo Magalhães, a denúncia de O Expresso, baseada em fatos registrados na Delegacia de Polícia Civil, sofre um ataque: o depoente, indiciado e provável réu em ação entrou com uma queixa crime contra este jornalista, numa clara manobra de intimidação e erosão à liberdade de imprensa.

O processo é insidioso. E tenta desviar o foco da Justiça dos verdadeiros crimes cometidos, na esperança de procrastiná-los até que caiam no esquecimento.

Que não se iludam: novas denúncias estão em fase de investigação e deverão sofrer o devido exame do Ministério Público e, após, denunciadas no âmbito da Justiça.

Aumento do patrimônio

O aumento do patrimônio do presidente eleito, Jair Bolsonaro, e de seus filhos, um deputado federal, um senador e um vereador foi de 1.500% nos últimos anos. Os salários de legisladores não são suficientes para identificar tão expressivo aumento.

Resta agora, identificar a nível local, o aumento de patrimônio dos implicados e os sinais externos de enriquecimento acelerado.

Denuncia de extorsão de salários em Porto Seguro: Prefeita denuncia dois vereadores.
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Autor: jornaloexpresso

Carlos Alberto Reis Sampaio é diretor-editor do Jornal "O Expresso", quinzenário que circula no Oeste baiano, principalmente nos municípios de Luís Eduardo Magalhães, Barreiras e São Desidério. Tem 43 anos de jornalismo e foi redator e editor nos jornais Zero Hora, Folha da Manhã e Diário do Paraná, bem como repórter free-lancer de revistas da Editora Abril

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