O golpe vive seus dias de autofagia

Temer: saindo pela porta lateral para destino incerto e não sabido.

Três denúncias, um inquérito já instaurado e cinco inquéritos por instaurar estão tirando o sono do presidente Michel Temer.

Ele já pensa até em dar uma voltinha de um ano pela Europa, gozando os capitais acumulados e deixando a fervura baixar por aqui.

O golpe jurídico-parlamentar que se iniciou um dia depois das eleições presidenciais de 2014 vem dizimando seus principais artífices. A autofagia é típica das tomadas espúrias de poder. Aécio Neves é uma sombra do que já foi; Temer fugirá do País; Cunha, o rei do baixo clero, está preso e muitos dos golpistas frequentam com pontualidade as instalações da Polícia Federal.

Tudo está caindo no colo das Forças Armadas, que desde a abertura de 1985 procuram uma reinserção nos círculos mais centrais do Poder.

Agora assume a república trumpista-evangélica-fundamentalista. É discricionário o novo patamar de poder, enquanto os eleitos afirmam “vou fazer isso e aquilo, cortar aqui e ali, afastar isso e por isso”. Nada será como dantes, apesar da oposição acreditar que tudo vai piorar, num “loqueteio” como o já demonstrado neste período de transição.

Como disse o ex-presidente da Câmara e um dos principais articuladores do golpe, que Deus se apiede desta Pátria.

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Autor: jornaloexpresso

Carlos Alberto Reis Sampaio é diretor-editor do Jornal "O Expresso", quinzenário que circula no Oeste baiano, principalmente nos municípios de Luís Eduardo Magalhães, Barreiras e São Desidério. Tem 43 anos de jornalismo e foi redator e editor nos jornais Zero Hora, Folha da Manhã e Diário do Paraná, bem como repórter free-lancer de revistas da Editora Abril

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