Creia, caro leitor: fomos abduzidos para um universo paralelo.

Está pensando que aqui só tem palhaço?

Atos ou ações que não são mais crimes, contravenção ou motivos para anedotas:

  • Pescar em área ambiental protegida ou, segundo versão mais otimista, “apenas segurar na vara”;

  • Apresentar mais de R$300 mil de notas fiscais, seriadas e da empresa do amigo, para resgatar despesas frias na Câmara dos Deputados. Foi o que fez o ex-deputado Ônus Longneck.

  • Propagar via jornais, rádios e emissoras de TV inverdades científicas, como “Deus criou o homem e depois retirou uma costela para fazer a mulher.”

  • Extorquir funcionários da Assembleia e da Câmara, tomando de volta os seus salários.

  • Nomear um tabacudo para presidir a Agência de Exportação e depois descobrir que de línguas estrangeiras o dito cujo vai só até o “I love you”.

  • Chamar o maior jornal do mundo, o New York Times, de trotskista, mesmo sabendo que nos Estados Unidos imprensa e liberdade de expressão são sagradas. Apesar do Trump.

  • Reescrever a história em livros didáticos com a versão exclusiva dos opressores, ditadores e torturadores.

  • Debater na internet o tamanho do tico-tico do irmão.

  • Determinar pela manhã, hesitar durante a tarde e mudar de ideia durante a noite, mesmo que isso aconteça numa das maiores nações no mundo e coloque, em polvorosa, indicadores financeiros e outros parâmetros de mercado.

  • Liberar livros didáticos com informações sem referência bibliográfica, propaganda sei lá do quê e erros de ortografia não percebidos na hora da revisão.

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Autor: jornaloexpresso

Carlos Alberto Reis Sampaio é diretor-editor do Jornal "O Expresso", quinzenário que circula no Oeste baiano, principalmente nos municípios de Luís Eduardo Magalhães, Barreiras e São Desidério. Tem 43 anos de jornalismo e foi redator e editor nos jornais Zero Hora, Folha da Manhã e Diário do Paraná, bem como repórter free-lancer de revistas da Editora Abril

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