No início do segundo mandato de Flávio Bolsonaro na Assembleia do Rio de Janeiro – portanto há 4 anos – ele já votou contra a instalação da CPI das milícias e, inclusive, planeja apresentar um projeto regulamentando a atividades das “polícias mineiras”.
“As classes mais altas pagam segurança particular, e o pobre, como faz para ter segurança? O Estado não tem capacidade para estar nas quase mil favelas do Rio. Dizem que as milicias cobram tarifas, mas eu conheço comunidades em que os trabalhadores fazem questão de pagar R$ 15 para não ter traficantes”, afirma.
O jornalista Luis Nassif, editor do jornal GGN e primeiro colunista a dizer que o governo Bolsonaro poderá acabar em razão de sua ligação com as milícias do Rio de Janeiro, informa que o miliciano Adriano Magalhães da Nóbrega, chefe do Escritório do Crime que empregou sua mãe e sua mulher no gabinete de Flávio Bolsonaro na Alerj, é o principal suspeito de ter efetuado os disparos contra Marielle Franco.
“Há pelo menos seis meses a equipe que investiga a morte tem convicção de que foi ele o autor dos disparos que mataram a vereadora”, diz Nassif. Adriano está foragido.
Se o tema sempre foi defendido pelo Pai e pelo Filho nunca restou nenhuma dúvida sobre as ligações dos políticos com os assassinos de aluguel. O assunto só voltou à tona com a participação de Fabrício Queiroz na movimentação de dinheiro e nas suas ligações com ex-colegas da PM do Rio de Janeiro.
