Os maiores defensores de Bolsonaro, durante a campanha eleitoral e a greve, em maio de 2018, foram os caminhoneiros e as empresas de transporte. Eles queriam a intervenção militar e a imediata assunção de Jair Messias ao poder.
Agora o Governo se manifesta contra tabelamento do frete e classifica grevistas de ‘conspiradores’
Tabela com preços mínimos para os fretes rodoviários foi estabelecida em MP editada pelo governo Temer durante a greve dos caminhoneiros. Três ações no STF questionam tabelamento.
A Secretaria de Promoção da Produtividade e Advocacia da Concorrência do Ministério da Economia se manifestou em documento enviado nesta quinta-feira (24) ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra o tabelamento do frete rodoviário e classificou os caminhoneiros grevistas de “conspiradores”.
De acordo com o documento – a primeira manifestação do governo Bolsonaro no STF sobre o tema –, o governo Michel Temer foi coagido a instituir preços mínimos.
“A situação de calamidade por que passou o país naqueles dias colocou as autoridades públicas sem alternativa senão atender às demandas do movimento grevista, ainda que em detrimento do bem-estar social. (…) A ação legislativa do governo brasileiro na edição das MPs número 831 e 832, ulteriormente convertidas nas leis 13.703 e 13.713, todas de 2018, não teve natureza pública, e sim privada, em razão de materializar a vontade dos conspiradores”, afirmou o documento, assinado pelo assessor do secretário de promoção da produtividade e advocacia da concorrência Roberto Domingos Taufick e pelo subsecretário de promoção da produtividade e advocacia da concorrência Ângelo Duarte.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2018/h/S/A0fKtPT0SikHEfhlXmCg/paralisacao-caminhoneiros-29.jpeg)
Paralisação dos caminhoneiros, na BR-101, em João Pessoa, em maio do ano passado — Foto: Walter Paparazzo/G1
A tabela com os preços mínimos para os fretes rodoviários foi estabelecida por uma medida provisória editada pelo presidente Michel Temer durante a greve dos caminhoneiros. A MP foi aprovada pelo Congresso Nacional e virou lei.
A edição da tabela foi uma das reivindicações dos caminhoneiros, que protestavam contra o aumento no preço do óleo diesel. A paralisação da categoria, em maio, deixou postos de combustível sem gasolina; aeroportos sem querosene de aviação; e supermercados sem produtos. Conteúdo do g1.globo.com

Título sem igual. Devia ser estendido a mais classes desiludidas!
Nas mãos de quem o Brasil foi parar?
Um filho envolvido com a Milicianos e um deputado que não se sente seguro para assumir seu mandato. Onde estão os exemplos de honestidade e que democracia é essa?
Obs.: Não sou petista e não concordo com muitos posicionamentos do tal deputado, mas todos temos o direito de expressar e defender nossas opiniões.