Brumadinho: tecnologia israelense permitirá descobrir corpos enterrados a mais de 3 metros

Filhote de cachorro é resgatado da lama

O Corpo de Bombeiros confirmou que localizou neste sábado (26) um ônibus com funcionários da Vale mortos na região próxima à ruptura da barragem da Mina Córrego do Feijão, em Brumadinho (MG). São 34 mortes confirmadas em decorrência do desastre e 299 desaparecidas, de acordo com o último levantamento oficial.

De acordo com o jornal mineiro O Tempo, o tenente Pedro Aihara afirmou que o ônibus foi encontrado em um local de difícil acesso. Por isso, será necessário “um maquinário especial para acessar” a área e retirar os corpos.

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Das 345 pessoas cujo paradeiro era desconhecido, 46 foram encontradas e levadas para atendimento médico. No total, 140 bombeiros trabalham ininterruptamente em busca das vítimas entre funcionários da Vale e terceirizados. As equipes utilizam 14 aeronaves.

O comandante do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais, Coronel Estevão, afirma que há possibilidade de vítimas vivas em ao menos 4 pontos da área afetada pelo lamaçal. Além da região onde o ônibus foi localizado, bombeiros inspecionam um prédio próximo a um restaurante, uma locomotiva e a comunidade Parque das Cachoeiras.

Um bovino luta para se salvar da lama

Segundo o governador Romeu Zema, o governo federal ofereceu apoio de tecnologia israelense nos trabalhos de resgate.

Equipamentos de imagem e rastreamento seriam utilizados para localizar corpos soterrados a mais de 3 metros de profundidade.

A barragem em Brumadinho se rompeu na sexta-feira (25) pouco mais de 3 anos após o rompimento da barragem de Fundão, em Mariana, que pertencia à Samarco, controlada pela BHP e também pela Vale.

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Autor: jornaloexpresso

Carlos Alberto Reis Sampaio é diretor-editor do Jornal "O Expresso", quinzenário que circula no Oeste baiano, principalmente nos municípios de Luís Eduardo Magalhães, Barreiras e São Desidério. Tem 43 anos de jornalismo e foi redator e editor nos jornais Zero Hora, Folha da Manhã e Diário do Paraná, bem como repórter free-lancer de revistas da Editora Abril

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