Greenpeace pede suspensão da operação em 167 barragens da Vale

O Greenpeace, organização internacional dedicada à preservação do meio ambiente, pediu, na manhã de hoje, a imediata suspensão das atividades nas 167 barragens de resíduos de mineração da Vale em operação em todo o País: 

“Será que todas elas também são bombas ativas que podem explodir a qualquer momento?”, questionou o geógrafo Marcelo Laterman, da campanha de Clima e Energia, da ONG, que está em Brumadinho, onde a barragem do Córrego do Feijão rompeu na última sexta-feira, deixando pelo menos 60 mortos.

“Pedimos que a operação dessas barragens seja paralisada imediatamente e que uma revisão de engenharia seja efetivamente executada, oferecendo segurança para as pessoas, o meio ambiente e a economia do País. Não podemos deixar todo um sistema nas mãos de uma empresa negligente e criminosa.”

O geólogo chama a atenção para o fato de que não se trata de um acidente pontual.

“É um problema sistêmico de grandes empreendimentos em áreas sensíveis, que são aprovados sem precaução”, afirma. A flexibilidade dos processos de licenciamento permitiu termos essas bombas. O que a gente percebe é que o licenciamento passou a ser um procedimento já ganho pelas empresas, para garantir a operação, e não uma forma de estabelecer medidas eficazes de mitigação de riscos ambientais e prevenção de acidentes, que seria o objetivo original.”

Do Estadão, editado por O Expresso.

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Autor: jornaloexpresso

Carlos Alberto Reis Sampaio é diretor-editor do Jornal "O Expresso", quinzenário que circula no Oeste baiano, principalmente nos municípios de Luís Eduardo Magalhães, Barreiras e São Desidério. Tem 43 anos de jornalismo e foi redator e editor nos jornais Zero Hora, Folha da Manhã e Diário do Paraná, bem como repórter free-lancer de revistas da Editora Abril

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