Brumadinho: mortos já são 99 e 259 continuam desaparecidos

Bombeiros usam máscaras para aliviar o mau cheiro de corpos em decomposição. Imagem da TV Globo

Do g1.globo.com

A Defesa Civil de Minas Gerais informou, no fim da tarde desta quarta-feira (30), que há 99 mortos e 259 desaparecidos após a tragédia provocada pelo rompimento de uma barragem da mineradora Vale em Brumadinho, na região metropolitana de Belo Horizonte (MG).

Neste sexto dia de buscas, a chuva forte fez com que houvesse interrupções pontuais nos trabalhos, segundo o tenente-coronel Flávio Godinho, coordenador-adjunto da Defesa Civil.

Dos 99 mortos confirmados até agora, 57 já foram identificados. Há ainda 259 desaparecidos. O número de pessoas desalojadas subiu de 135 para 175, segundo o governo de Minas Gerais.

A barragem de rejeitos, que ficava na mina do Córrego do Feijão, em Brumadinho, se rompeu na sexta-feira (25). O mar de lama varreu a comunidade local e parte do centro administrativo e do refeitório da Vale. Entre as vítimas, estão pessoas que moravam no entorno e funcionários da mineradora. A vegetação e rios foram atingidos.

Nota da Redação de O Expresso:

Em um país onde mais de 60 mil morrem por ano a tiros, o que significam mais 350 vidas perdidas num negócio muito lucrativo? Nada.

Apenas alguns números em vermelho na coluna de prejuízos.

Agora, durante uns 30 dias as autoridades ambientais terão alguma influência em casos semelhantes, barragens de resíduos tóxicos que tendem a desabar.

Logo a seguir o lobby, a política rasteira, a ambição de mais dinheiro envolve tudo numa névoa de esquecimento. Como aconteceu com o desastre de Mariana.    

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Autor: jornaloexpresso

Carlos Alberto Reis Sampaio é diretor-editor do Jornal "O Expresso", quinzenário que circula no Oeste baiano, principalmente nos municípios de Luís Eduardo Magalhães, Barreiras e São Desidério. Tem 43 anos de jornalismo e foi redator e editor nos jornais Zero Hora, Folha da Manhã e Diário do Paraná, bem como repórter free-lancer de revistas da Editora Abril

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