China terá carência de 10 milhões de toneladas de carne suína até o fim do primeiro semestre de 2020.

Criadeiras não infectadas, mesmo acima do peso, continuam em produção para repor o número de leitões.

O Bloomberg e o Globo estimam que o deficit de carne de porco para consumo na China alcance 10 milhões de toneladas até meados do próximo ano. O Brasil produz menos de 4 milhões de toneladas por ano. Se for considerado o consumo interno, a exportação, acrescida de carne de frango e bovina, não será capaz de atender uma parcela significativa da carência chinesa.

O vice-primeiro-ministro chinês Hu Chunhua alertou que a situação do abastecimento ficará “extremamente grave” até o primeiro semestre de 2020.

A China enfrentará a escassez de carne suína depois de perder perto de 200 milhões de suínos com a peste suína africana. O déficit de carnes é maior do que o disponível no comércio global, o que significa que precisa aumentar produção nacional, disse ele.

Para minimizar em parte o problema, os chineses estão aumentando o peso médio da carcaça abatida, de 110 quilos para até 175 quilos, esperando que cria e recria se restabeleçam.

Avatar de Desconhecido

Autor: jornaloexpresso

Carlos Alberto Reis Sampaio é diretor-editor do Jornal "O Expresso", quinzenário que circula no Oeste baiano, principalmente nos municípios de Luís Eduardo Magalhães, Barreiras e São Desidério. Tem 43 anos de jornalismo e foi redator e editor nos jornais Zero Hora, Folha da Manhã e Diário do Paraná, bem como repórter free-lancer de revistas da Editora Abril

Deixe um comentário