Mesa da classe média sofre dois abalos fortes, com cotações do feijão e da carne.

Pandemia da China empurra preços da proteína animal no Brasil.

As cotações da carne bovina na Bahia tem acompanhado par-e-passo as altas crescentes dos principais mercados do País, que já praticam preços em torno de R$190,00 a arroba.

O preço descolou do patamar de 155-160 reais há menos de 30 dias e não para de subir. As chuvas atrasadas no Centro Oeste e no Nordeste não promovem a sustentabilidade dos pastos e os confinamentos parecem ter desovado toda a mercadoria de fim da estação seca.

O aumento do volume de exportações, principalmente para a China, também tem feito os grandes frigoríficos se voltarem para a manutenção do cliente externo. O frango e a carne bovina tem substituído o porco na mesa do chinês, depois que a suinocultura foi abalada pela febre suína africana. As perspectivas de recuperação alcançam prazos maiores do que um ano.

Metade da população mundial de suínos estava na China no início de 2019.

Por seu turno, o feijão, prato importante para a proteína na mesa das classes menos favorecidas também encontra altas significativas, encostando em R$290,00 a saca de 60 quilos na Bolsinha de São Paulo. Sinal que a safra irrigada foi fraca, com os agricultores se afastando dos altos custos de insumos e da energia.

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Autor: jornaloexpresso

Carlos Alberto Reis Sampaio é diretor-editor do Jornal "O Expresso", quinzenário que circula no Oeste baiano, principalmente nos municípios de Luís Eduardo Magalhães, Barreiras e São Desidério. Tem 43 anos de jornalismo e foi redator e editor nos jornais Zero Hora, Folha da Manhã e Diário do Paraná, bem como repórter free-lancer de revistas da Editora Abril

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