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Bombardeiro pesado em bases norte-americanas

No início deste ano, o mundo convive com uma escalada da tensão no Oriente Médio. Um ataque realizado pelos Estados Unidos contra o aeroporto internacional de Bagdá, capital do Iraque, na noite de quinta-feira (02), matou o general Qassim Suleimani, principal comandante militar do Irã e o líder de uma milícia local pró-Teerã.

O bombardeio foi operacionalizado por um drone, e a ação autorizada pessoalmente pelo presidente Donald Trump, que logo após o ataque postou em uma rede social a bandeira dos EUA, sem maiores comentários.

Considerado um herói no Irã, Suleimani recebeu uma oração em rede nacional como homenagem e foi chamado de mártir. O governo iraniano convocou uma reunião de emergência de sua cúpula de segurança para debater uma resposta ao ataque.

A tensão entre Teerã e Washington acaba de atingir, portanto, um nível estratosférico. Especialistas consideram o maior patamar em pelo menos dez anos.

As redes sociais refletem esse momento de apreensão. Os internautas de todo o planeta, incluindo os brasileiros, demonstram temor de uma terceira guerra mundial.

Poucas horas após a morte do general, os assuntos mais comentados no mundo no Twitter passaram a ser Trump, Iran, World War 3 e WWIII. No Brasil, o termo terceira guerra mundial conta com milhares de tuítes. As informações são do jornal Folha de S.Paulo.

Os militares norte-americanos sabem a arapuca onde estão se metendo. Durante 10 anos, os yankees financiaram Sadam Hussein, inclusive com o fornecimento de milhares de blindados, mísseis e 1.200 aviões de última geração para combater o Irã.

Não tiraram farinha.

Os homens da montanha, os persas, não se entregam tão facilmente. Se os iranianos fecharem o Estreito de Ormuz no Golfo Pérsico, através do afundamento de uma meia duzia de navios ocidentais, o petróleo vai para 200 dólares o barril e a nossa gasolina vai passar de R$20,00 o litro.

Guerra generalizada no Oriente Médio

Quem hospedar bases americanas no Oriente Médio é inimigo do Irã, adverte militar iraniano. Então, o conflito tende a se generalizar por todo o Oriente Médio. 

Os Estados Unidos já têm mais de meia dúzia de bases importantes espalhadas à volta do Irã, e recentemente confirmaram planos para enviar mais 3.000 militares americanos, dois esquadrões de caças e baterias Patriot e THAAD para a Arábia Saudita após os ataques à Saudi Aramco.

As bases norte-americanas incluem a base permanente no Bahrein, que abriga a 5ª Frota da Marinha dos EUA, um posto de comando avançado do Comando Central do Exército dos EUA no Kuwait, a Base Aérea de Al Dhafra nos Emirados Árabes Unidos, que se estima conter mais de 5.000 efetivos, e a enorme Base Aérea de Al Udeid no Qatar, que abriga cerca de 10.000 militares.

Além dessas bases, os EUA têm forças especiais operando no Iêmen e na Síria e milhares de tropas no Iraque e no Afeganistão. Os EUA também têm instalações menores, conhecidas como “nenúfares” (lily pads em inglês) contendo 200 soldados ou menos e servindo como trampolins para operações militares, em países como Omã, Arábia Saudita, Turquia e Egito.

A única solução para não morrerem milhares de norte-americanos nesse novo Vietnam é entregar a cabeça de Trump, ainda escorrendo sangue, num saco de ração de cachorro para os persas. Ou isso ou a guerra total no Oriente Médio.

 

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Autor: jornaloexpresso

Carlos Alberto Reis Sampaio é diretor-editor do Jornal "O Expresso", quinzenário que circula no Oeste baiano, principalmente nos municípios de Luís Eduardo Magalhães, Barreiras e São Desidério. Tem 43 anos de jornalismo e foi redator e editor nos jornais Zero Hora, Folha da Manhã e Diário do Paraná, bem como repórter free-lancer de revistas da Editora Abril

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