Embraer demitirá milhares de trabalhadores após férias coletivas, diz Sindicato.

A Embraer colocou nesta segunda-feira (6) em férias coletivas 16 mil trabalhadores de suas unidades de produção. A decisão faz parte de reestruturação interna da empresa no processo de incorporação da Embraer pela Boeing.

O clima é de tensão entre os trabalhadores da Embraer que receiam um processo de demissão em massa após as férias coletivas, com a conclusão do processo de aquisição da empresa pela Boeing.

As cinco plantas da Embraer do Vale do Paraíba e unidades de Sorocaba (SP), Gavião Peixoto (SP), Botucatu (SP), Campinas (SP), Belo Horizonte e Florianópolis estão com a produção totalmente paralisadas.

Os trabalhadores da empresa já estão em recesso desde o fim de dezembro e devem voltar ao trabalho no dia 21 de janeiro.

Segundo o sindicato da categoria, o temor por uma demissão em massa atinge todos os setores da fábrica, tanto dos trabalhadores que permanecerão na Embraer e quanto daqueles que passarão para a multinacional norte-americana.

Para o país que carece de indústrias, de tecnologia de ponta e de empregos, a venda da Embraer foi um desastre completo. O Senhor Jair, Messias nesta terra, poderia ter vetado a venda da indústria. Não o fez. E estamos colhendo os frutos da venda de mais uma empresa estratégica. 

Nos Estados Unidos, se um banco ou uma empresa estratégica balança, o Governo corre e dá socorro imediato, com a devida devolução do empréstimo no tempo aprazado. Aqui, ou correu ou dinheiro por fora, ou demonstrou-se, claramente, o entreguismo do atual Governo.

Avatar de Desconhecido

Autor: jornaloexpresso

Carlos Alberto Reis Sampaio é diretor-editor do Jornal "O Expresso", quinzenário que circula no Oeste baiano, principalmente nos municípios de Luís Eduardo Magalhães, Barreiras e São Desidério. Tem 43 anos de jornalismo e foi redator e editor nos jornais Zero Hora, Folha da Manhã e Diário do Paraná, bem como repórter free-lancer de revistas da Editora Abril

Deixe um comentário