
Autoridades dos Estados Unidos(EUA) e do Iraque afirmaram à revista Newsweek que o avião que caiu logo após decolar em Teerã na quarta-feira (8) foi atingido por um míssil antiaéreo do Irã.
A informação foi dada por três oficiais, um do Pentágono, outro integrante sênior da inteligência dos EUA e um membro da inteligência iraquiana.
O Boeing 737 da companhia Ukraine International Airlines estava saindo da capital iraniana com destino a Kiev, capital da Ucrânia, quando caiu. Nenhum dos 176 passageiros sobreviveu.
Entre as vítimas, havia 82 iranianos, 63 canadenses e 11 ucranianos. Segundo o primeiro-ministro canadense, Justin Trudeau, os passageiros fariam uma conexão para um voo com destino ao Canadá.
O acidente ocorreu logo após o Irã lançar mísseis em bases militares que abrigavam forças americanas no Iraque. É provável que o sistema antiaéreo do Irã estivesse ativo após o ataque, que ocorreu em resposta ao assassinato do general iraniano Qassem Soleimani. As fontes que falaram à Newsweek afirmaram que o incidente está sendo tratado como acidental.
Acredita-se que a aeronave teria sido atingida por um sistema construído na Rússia, conhecido como Gauntlet. Para apurar a informação, o governo da Ucrânia informou que haverá buscas por possíveis fragmentos desse tipo de artefato no local onde caíram os destroços do avião.
Uma comissão de 45 ucranianos foi enviada a Teerã para tratar do caso. Essa equipe conta com especialistas que participaram das investigações sobre o ataque com um míssil russo que derrubou o voo MH17, da Malaysia Airlines, em 2014, no espaço aéreo da Ucrânia.
A autoridade de aviação civil iraniana divulgou um comunicado nesta quinta (9) dizendo que, segundo testemunhas, o avião pegou fogo antes de cair, e o incêndio se alastrou rapidamente enquanto ele perdia altitude.
De acordo com o relatório, a aeronave teve um problema técnico logo após a decolagem e tentou retornar ao aeroporto antes da queda. No entanto, a falha em questão não foi revelada.
As duas caixas-pretas foram encontradas. A agência de aviação do Irã disse que não irá entregá-las aos EUA nem à Boeing. É comum que o fabricante do avião participe das investigações, de modo a buscar formas de prevenir desastres futuros.
