Chuva farta para a lavoura causa prejuízo nas cidades do Oeste

Até ontem o Oeste baiano, principalmente a região mais fronteira às escarpas da divisa com Goiás e Tocantins, contabilizava cerca de 200 mm de chuvas apenas no mês de fevereiro, igual à média de todo o período nos últimos anos. No entanto, no dia de hoje, a chuva que começou ainda pela manhã, deve acrescentar pelo menos mais uns 50 mm a essa soma.

Em algumas ruas de Luís Eduardo Magalhães os buracos surgem da noite para o dia, principalmente em vias onde o asfalto é mais antigo. Os inúmeros quebra-molas das cidades formam represas, com lâminas d’água de 15 centímetros, que, na maioria das vezes reservam surpresas desagradáveis para os motoristas.

Em Barreiras, Formosa do Rio Preto e Correntina também chove muito. Em Bom Jesus da Lapa, com o crescimento do rio São Francisco, a água não tem para onde correr e se acumula nas ruas como mostra a foto do portal Notícias da Lapa.

O reservatório da Hidrelétrica de Sobradinho cresceu quase 1% de antes de ontem para ontem (33,59%) e deve ultrapassar a marca dos 34% ainda hoje.

Para as culturas de soja, milho e algodão a chuva está exagerada. Um cultivo de milho ou soja, no período de máximo consumo de água (frutificação e enchimento de grãos), necessita de apenas 8 mm de água por dia, quando a média das chuvas é de mais de 30 mm. Essa umidade e tempo encoberto são propícios para o desenvolvimento de doenças fúngicas. Mas em compensação, as chuvas, principalmente aquelas acompanhadas de trovoadas, precipitam Nitrogênio, macronutriente fundamental para a arquitetura das plantas.

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Autor: jornaloexpresso

Carlos Alberto Reis Sampaio é diretor-editor do Jornal "O Expresso", quinzenário que circula no Oeste baiano, principalmente nos municípios de Luís Eduardo Magalhães, Barreiras e São Desidério. Tem 43 anos de jornalismo e foi redator e editor nos jornais Zero Hora, Folha da Manhã e Diário do Paraná, bem como repórter free-lancer de revistas da Editora Abril

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