Caminhoneiros de Santos aderem à greve dos petroleiros

Violência e prisão de líderes da greve.

Petrobras vai importar combustível para evitar desabastecimento

Com greve que completa 17 dias nesta segunda-feira (17), a Petrobras pode importar combustível, seja diretamente ou por meio de empresas importadoras, caso seja necessário.
A empresa vem praticando uma política de estoques reforçados nas refinarias para garantir que os combustíveis cheguem aos postos.

De acordo com a coluna de Lauro Jardim, por enquanto, as equipes de técnicos (em geral, ex-funcionários da própria Petrobras) contratados de modo emergencial para operar refinarias e outros setores têm conseguido evitar o desabastecimento.

Pelo menos 21.000 funcionários de áreas operacionais da estatal e subsidiárias cruzaram os braços em 121 unidades da Petrobras em 13 Estados, de acordo com a FUP (Federação Única dos Petroleiros), que reúne 13 sindicatos. A federação afirma que o efetivo total da petrolífera é de 33.000 funcionários.

A paralisação deste ano já é a mais longa da categoria desde o movimento grevista de 1995, que durou 32 dias.

Os grevistas questionam o cumprimento do ACT (Acordo Coletivo de Trabalho) de 2019/2020 e criticam o fechamento da Fafen-PR (Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados do Paraná), anunciado pela Petrobras em 14 de janeiro. Segundo o movimento, o anúncio da Petrobras foi feito sem diálogo e à revelia dos sindicatos. A medida, ainda de acordo com os petroleiros, resultará na demissão de 1.000 trabalhadores.

Uma nota divulgada na tarde desta segunda-feira (17) pelo Sindicato dos Petroleiros do Litoral Paulista (Sindipetro) afirma que o presidente do Sindicato dos Transportadores Rodoviários Autônomos de Bens da Baixada Santista e Vale do Ribeira (Sindicam), Alexsandro Viviani, o Italiano, que lidera o movimento grevista dos caminhoneiros no porto de Santos, foi preso.

“A Polícia Militar reprimiu violentamente, agora há pouco, a greve dos caminhoneiros. Uma repressão desproporcional e injustificada, sindicato e trabalhadores pacificamente protestavam e faziam o trabalho de convencimento para que os colegas aderissem à greve”, diz a nota divulgada pelo Sindipetro nas redes sociais.

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Autor: jornaloexpresso

Carlos Alberto Reis Sampaio é diretor-editor do Jornal "O Expresso", quinzenário que circula no Oeste baiano, principalmente nos municípios de Luís Eduardo Magalhães, Barreiras e São Desidério. Tem 43 anos de jornalismo e foi redator e editor nos jornais Zero Hora, Folha da Manhã e Diário do Paraná, bem como repórter free-lancer de revistas da Editora Abril

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