Complexo da Papuda (DF), com 16 mil presos, tem 443 contaminados por coronavírus

De cada seis pessoas contaminadas por covid-19 no Distrito Federal, uma está presa dentro do complexo penitenciário da Papuda, um dos maiores sistemas carcerários do País. Os dados oficiais do governo do DF mostram que, nesta segunda-feira, a capital federal registra 2.740 casos oficialmente confirmados de contaminação pelo coronavírus. Deste total, 443 casos são de detentos da Papuda.

Até o momento, porém, não foi confirmada a morte de nenhum preso. Dos 443 casos entre os detentos, 186 se recuperaram, 11 estão na enfermaria do complexo e um está na UTI. Os demais seguem em observação e foram isolados. Até a última sexta-feira, 8, pelo menos 110 policiais penais da Papuda tinham contraído o vírus e 41 tinham se recuperado, segundo a Subsecretaria do Sistema Penitenciário (Sesipe).

A Papuda enfrenta o mesmo problema crônico de superlotação de detentos. Com uma estrutura para atender 7,7 mil pessoas, o complexo tem hoje mais de 16 mil presos. Para evitar que a doença se alastrasse de forma descontrolada entre os detentos, a Secretaria de Segurança Pública do DF passou a ocupar dois blocos do complexo que ainda não estavam concluídos e que seriam entregues em julho.

Esses dois blocos, que têm capacidade de receber 400 pessoas, foram transformados em um “centro de quarentena”. Todos os detentos com a doença foram isolados nessas duas estruturas.

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Autor: jornaloexpresso

Carlos Alberto Reis Sampaio é diretor-editor do Jornal "O Expresso", quinzenário que circula no Oeste baiano, principalmente nos municípios de Luís Eduardo Magalhães, Barreiras e São Desidério. Tem 43 anos de jornalismo e foi redator e editor nos jornais Zero Hora, Folha da Manhã e Diário do Paraná, bem como repórter free-lancer de revistas da Editora Abril

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