Mourão sobre golpe prenunciado por Eduardo “Bananinha”: “Me poupe”

Quem diria: general Mourão, de radical de direita a moderador do enlouquecido Bolsonaro.

Da Revista Fórum

Segundo o vice-presidente, o que há no momento um “estresse permanente” entre poderes, ressaltando que as Forças Armadas não entrarão em um novo golpe no Brasil

O vice-presidente, general Hamilton Mourão (PRTB), voltou a ironizar o deputado federal Eduardo Bolsonaro (Sem Partido-SP), que nesta quarta-feira (27), ao lado de Olavo de Carvalho, defendeu uma “reação enérgica” contra o Supremo Tribunal Federal (STF) em razão da operação desencadeada pela PF contra a milícia digital que propaga fake news para defender o pai, Jair Bolsonaro.

“Me poupe. Ele é deputado, ele fala o que quiser. Assim como um deputado do PT fala o que quiser e ninguém diz que é golpe. Ele não serviu Exército. Quem vai fechar Congresso? Fora de cogitação, não existe situação para isso”, afirmou Mourão ao blog da jornalista Andreia Sadi, no portal G1.

Em março, usou a mesma ironia, chamando o filho de Jair Bolsonaro de “Eduardo Bananinha”, após declarações do deputado que causaram uma crise diplomática com a China.

“O Eduardo Bolsonaro é um deputado. Se o sobrenome dele fosse Eduardo Bananinha, não era problema nenhum. Só por causa do sobrenome. Ele não representa o governo”, disse Mourão à época.

Segundo o vice-presidente, o que há no momento um “estresse permanente” entre poderes, ressaltando que as Forças Armadas não entrarão em um novo golpe no Brasil.

“Quem é que vai dar golpe? As Forças Armadas? Que que é isso, estamos no século 19? A turma não entendeu. O que existe hoje é um estresse permanente entre os poderes. Eu não falo pelas Forças Armadas, mas sou general da reserva, conheço as Forças Armadas: não vejo motivo algum para golpe”.

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Autor: jornaloexpresso

Carlos Alberto Reis Sampaio é diretor-editor do Jornal "O Expresso", quinzenário que circula no Oeste baiano, principalmente nos municípios de Luís Eduardo Magalhães, Barreiras e São Desidério. Tem 43 anos de jornalismo e foi redator e editor nos jornais Zero Hora, Folha da Manhã e Diário do Paraná, bem como repórter free-lancer de revistas da Editora Abril

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