Covid-19: Brasil registra 555 novas mortes e 29.313 novos casos positivos.

O número de mortes causadas pela Covid-19 no Brasil subiu para 57.658, segundo o boletim das 20h do consórcio de veículos de imprensa formado por O GLOBO, Extra, G1, Folha de S.Paulo, UOL e O Estado de S. Paulo neste domingo. Os dados são consolidados a partir das secretarias estaduais de Saúde. Já o total de infecções pelo novo coronavírus é de 1.345.254.

Na últimas 24 horas, 555 novas mortes e 29.313 casos foram confirmados. O balanço anterior, divulgado no boletim das 13h, era de 57.174 óbitos e de 1.323.069 infecções. As estatísticas da pandemia no Brasil são divulgadas três vezes ao dia. O próximo levantamento será divulgado às 8h da segunda-feira. A iniciativa dos veículos da mídia foi criada a partir de inconsistências nos dados apresentados pelo Ministério da Saúde.

De acordo com o levantamento do consórcio, a região mais afetada pela pandemia em números totais de mortes é o Sudeste (26.619), seguido pelo Nordeste (18.599), Norte (9.371), Centro-Oeste (1.612) e Sul (1.457). A ordem se mantém em relações a casos confirmados.

Mais de 3 mil mortes sob investigação, diz ministério

O Ministério da Saúde informou na noite deste domingo que foram confirmados no Brasil 1.344.143 casos do novo coronavírus no país. O número de mortes chega a 57.622, das quais 552 foram registradas nas últimas 24 horas. Deste total, 322 ocorreram nos últimos três dias. O restante aconteceu em períodos anteriores, mas só foi notificado agora. Ainda de acordo com o boletim, há 3.824 óbitos em investigação.

500 mil mortes e dez milhões de infectados no mundo

Neste domingo, o mundo ultrapassou a marca de 500 mil óbitos e 10 milhões de infectados pelo novo coronavírus, segundo levantamento feito pela universidade americana Johns Hopkins.

Os países com os maiores números de casos são Estados Unidos (2.510.323), Brasil (1.313.667), Rússia (633.542), Índia (528.859) e Reino Unido (311.727). Quanto à incidência de óbitos, os recordistas são: Estados Unidos (125.539), Brasil (57.070), Reino Unido (43.598), Itália (34.716) e França (29.781).

O Ministério da Saúde anunciou neste sábado a produção de 30,4 milhões de doses da vacina contra Covid-19 em parceria com a Universidade de Oxford, com investimento de US$ 127 milhões. O primeiro lote deve ser produzido em dezembro deste ano, e o segundo em janeiro de 2021 pela Bio-Manguinhos.

Segundo o ministério, as doses só serão ministradas após a finalização dos estudos clínicos e a comprovação da eficácia da vacina. O acordo firmado prevê compartilhamento da tecnologia de produção da vacina com a Fiocruz.

O governo brasileiro receberá o ingrediente farmacêutico ativo (IFA) produzido por Oxford para a produção dos lotes. Caso seja comprovada a eficácia da vacina, ela será ministrada para grupos de risco e profissionais de saúde também terão prioridade.

Após a comprovação da eficicácia da vacina, o governo brasileiro produzirá mais 70 milhões de doses, com um valor estimado de US$ 2,30 por dose.

Mortes por Covid-19 no Brasil aconteceram antes do que se sabia

Ao tentar manipular os dados da Covid-19, abrindo uma crise recente em meio à pandemia, a atual gestão do Ministério da Saúde defendeu que as mortes deveriam ser divulgadas pela data da ocorrência, e não mais pelo dia em que foram notificadas ao governo federal — o que ocorre quando há a confirmação da Covid-19, procedimento que pode levar semanas após o óbito.

O gráfico nesse formato, no entanto, revela que a doença chegou muito mais letal ao país do que se sabia, segundo cruzamento de dados oficiais feito pelo GLOBO.

A nova forma de apresentar os números mostra que a primeira morte pela doença no país aconteceu em 15 de março, dois dias antes do primeiro registro oficial. No dia 17, quando o ministério anunciou pela primeira vez uma vítima fatal de Covid-19 no Brasil, oito pessoas já haviam morrido por causa da doença.

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Autor: jornaloexpresso

Carlos Alberto Reis Sampaio é diretor-editor do Jornal "O Expresso", quinzenário que circula no Oeste baiano, principalmente nos municípios de Luís Eduardo Magalhães, Barreiras e São Desidério. Tem 43 anos de jornalismo e foi redator e editor nos jornais Zero Hora, Folha da Manhã e Diário do Paraná, bem como repórter free-lancer de revistas da Editora Abril

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