Interino da Saúde “recomenda” menos testes e mais consultas médicas.

Pazuello

Pois veja o ilustre leitor que o interino da Saúde, que completou nesta semana dois meses no comando temporário da pasta na maior pandemia dos últimos 100 anos, Eduardo Pazuello, fez uma recomendação de que a testagem não é essencial para o combate ao Covid-19.

Sem ser médico, o general do Exército contrariou as posições da Organização Mundial da Saúde (OMS) e criticou a única estratégia bem aceita até agora no combate ao coronavírus, adotada pelo ex-ministro Luiz Henrique Mandetta.

O general Pazuello quando sente qualquer dor de barriga corre para o bem equipado Hospital das Forças Armadas. O pobre periférico vai para a fila da UPA e o máximo que consegue é um sextanista de medicina ou com sorte um médico cubano.

Pazuello raciocina como seu chefe imediato, Bolsonaro, que ao menos encontra a justificativa de não ter se formado nas escolas de pós-graduação das Forças Armadas.

O contribuinte se esforçou muito para tornar Pazuello primeiro um oficial superior e depois um oficial general, para agora ele recomendar aos seus concidadãos que não sejam testados, mas consultados por um recém-formado, nem sempre com vasto conhecimento de causa. Ele e mais 250 militares que conseguiram uma boquinha no Ministério da Saúde, sem abrir mão de seus salários ou aposentadorias de militares tinham que ter mais respeito com as famílias enlutadas.

Eles já são 8.500 em todo o Governo Bolsonaro e estão de pés enfiados até as canelas nas sinecuras do poder.

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Autor: jornaloexpresso

Carlos Alberto Reis Sampaio é diretor-editor do Jornal "O Expresso", quinzenário que circula no Oeste baiano, principalmente nos municípios de Luís Eduardo Magalhães, Barreiras e São Desidério. Tem 43 anos de jornalismo e foi redator e editor nos jornais Zero Hora, Folha da Manhã e Diário do Paraná, bem como repórter free-lancer de revistas da Editora Abril

Uma consideração sobre “Interino da Saúde “recomenda” menos testes e mais consultas médicas.”

  1. A qualidade demonstrada pelos inúmeros militares no desgoverno Bolsonaro, inclusive em estatais me deixaria muito preocupado se existisse algum risco de guerra contra outra nação, qualquer uma. A empáfia deles, aliada a necessidade de ocupar todas as boquinhas possíveis na viúva e a incompetência demonstrada são assustadores.

    O desgoverno Bolsonaro deve servir como aviso para repensar as Forças Armadas, mudar a mentalidade e buscar profissionalismo de fato. Enquanto suas instituições viverem atrás de fantasmas que não assustam mais nenhum país sério, como uma tal de comunismo, teremos o braço militar da nação arcaico e cheio de vícios.

    O que o Min. Gilmar Mendes disse (jamais imaginei que concordaria com algo dito por ele) está correto. No momento em que se deixa o quartel e se começa a atuar no mundo político você será tratado e responderá como qualquer político. Hoje, a condução do enfrentamento à Covid está produzindo uma tragédia que pode desaguar em genocídio, principalmente para os mais pobres e indígenas.

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