Lava-Jato era agência de viagens para passagens e diárias dos procuradores.

A Sede da República de Curitiba. Melhor dizendo: “Califado de Curitiba”.

Informação do jornalista Esmael Morais, do blog do Esmael:

O coordenador-geral da força-tarefa Lava Jato, Deltan Dallagnol, deverá ganhar um “cartão vermelho” e ser substituído em brevíssimo tempo.

A saída de Deltan, no entanto, se dará em meio a críticas ao custo operacional das unidades em São Paulo, Rio e Curitiba.

Segundo o vice-procurador-geral Humberto Jacques de Medeiros, a Lava Jato, na verdade, funciona como uma agência de turismo para alguns procuradores.

Medeiros criticou que “a despesa com diárias e passagens de força-tarefa em 2019 é maior do que a de qualquer Procuradoria da República ou Câmara, PFDC [Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão] ou Corregedoria”.

O torpedo disparado coincidiu com a abertura, nesta sexta-feira (24), do processo de consultas na PGR para escolher procuradores do Ministério Público Federal para atuar nas forças-tarefa da Lava Jato em São Paulo, Curitiba e Rio de Janeiro.

Isso quer dizer: não fossem apenas as ligações espúrias com os interesses norte-americanos e o fato de ter causado graves prejuízos à indústria pesada brasileira, em particular à florescente indústria naval, os jovens procuradores ainda tratavam o dinheiro do contribuinte com notável desprezo.

Pior ainda: em conluio com um juiz parcial, conforme o revelado pelo The Intercept Brasil, influenciaram na política, prendendo um candidato à Presidência sem fundamentos legais, cometeram todo tipo de abuso de autoridade e queriam até fundar uma fundo com verbas milionárias de indenizações, para gerir por sua conta e risco. Dallagnol, particularmente, sonhava com uma cadeira no Senado Federal.

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Autor: jornaloexpresso

Carlos Alberto Reis Sampaio é diretor-editor do Jornal "O Expresso", quinzenário que circula no Oeste baiano, principalmente nos municípios de Luís Eduardo Magalhães, Barreiras e São Desidério. Tem 43 anos de jornalismo e foi redator e editor nos jornais Zero Hora, Folha da Manhã e Diário do Paraná, bem como repórter free-lancer de revistas da Editora Abril

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