Justiça nega pedido da Globo para proibir transmissões de jogos da concorrente Turner

De Alex Sabino e Carlos Petrocilo na Folha de S.Paulo. 

Edição do DCM

A 3ª Vara Cível do Rio de Janeiro negou nesta segunda (10) pedido de tutela antecipada do Grupo Globo contra a Turner. A Globo solicitava que a concorrente fosse barrada de transmitir em TV fechada partidas do Campeonato Brasileiro em que não tivesse contrato com as duas equipes envolvidas.

O objetivo da emissora carioca é impedir que a Turner faça uso da medida provisória 984/2020, que alterou a Lei Pelé e deu apenas ao clube mandante o direito de liberar a transmissão do jogo. Até então, teria de haver acordo entre os dois participantes.

Por meio de seu departamento de comunicação, a Globo afirma que não comenta assuntos que estão na Justiça, mas vai recorrer da decisão.

No pedido enviado, a Globo solicitava que a proibição fosse colocada em prática já no próximo sábado (15), quando a Turner pretende mostrar Palmeiras x Goiás e Coritiba x Flamengo. Pela legislação anterior à medida provisória, a partida não poderia ser exibida em TV fechada porque a Turner tem contrato com Palmeiras e Coritiba, e a Globo, com Goiás e Flamengo.

A Globo pediu que em caso de descumprimento fosse imposta multa “não inferior a R$ 2 milhões” por jogo exibido pela rival.

A juíza Priscila Fernandes Miranda Botelho da Ponte negou o pedido.

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Autor: jornaloexpresso

Carlos Alberto Reis Sampaio é diretor-editor do Jornal "O Expresso", quinzenário que circula no Oeste baiano, principalmente nos municípios de Luís Eduardo Magalhães, Barreiras e São Desidério. Tem 43 anos de jornalismo e foi redator e editor nos jornais Zero Hora, Folha da Manhã e Diário do Paraná, bem como repórter free-lancer de revistas da Editora Abril

Uma consideração sobre “Justiça nega pedido da Globo para proibir transmissões de jogos da concorrente Turner”

  1. Um dos poucos acertos do Bolsonaro. A Globo sugou muito do futebol brasileiro e de seus torcedores. Jogos acabando meia-noite devido a sua novela, jogos transferidos de dias e horários para atender seus interesses comerciais, os clubes queridinhos recebendo fábulas e outros a pão e água, produzindo com isso um desequilíbrio nos times. Finalmente, a possibilidade de que o dono do jogo, o mandante, não fique de mãos atadas devido a uma empresa quase monopolista.

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