Cotação do Milho está alta e assim deve permanecer até janeiro

O milho está se tornando ouro no Brasil, pressionado pelo dólar, pela demanda chinesa, pela demanda interna na produção de carnes e de etanol e pelas frustrações de safra nos estados do Sul.

Ontem bateu em 50 reais a saca no Oeste baiano. Há um ano valia R$31,00. Agora alcança mais de R$60 em praças de alto consumo. A tendencia é de se manter estável até janeiro, conforme contratos futuros.

Os preços do milho continuaram subindo no Brasil mesmo com o decorrer da colheita da segunda safra. O indicador Cepea, por exemplo, registrava a saca de milho à R$ 47,76 em junho e fechou a última terça-feira (25) à R$ 60,41, uma alta de mais de 26%, retomando os patamares recordes de março.

Para valorizar ainda mais as cotações do cereal, no Mato Grosso a demanda aumenta com novas usinas de álcool. Uma nova usina para fabricação de etanol de milho entrou em operação nesta quarta-feira, 26. Trata-se de uma unidade da Inpasa Brasil, localizada em Nova Mutum (MT), com capacidade de produção de 890 m³ de etanol hidratado por dia. De acordo com a empresa, a planta vai gerar 275 empregos diretos e ao menos o triplo de vagas indiretas.

Além do etanol hidratado a partir de milho, a usina produzirá óleo de milho e DDG – farelo proteico produzido a partir da destilação dos grãos.

De acordo com a Unem, com a entrada em operação da unidade da Inpasa em Nova Mutum, o Brasil passa a ter 16 usinas de etanol de milho em funcionamento. A entidade projeta que no ciclo 2020/2021 sejam produzidos 2,5 bilhões de litros do biocombustível a partir do cereal.

Até o final do ano, há a previsão de mais duas indústrias começarem suas atividades, com capacidade para produzirem juntas 200 milhões de litros/ano, informa a Unem.

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Autor: jornaloexpresso

Carlos Alberto Reis Sampaio é diretor-editor do Jornal "O Expresso", quinzenário que circula no Oeste baiano, principalmente nos municípios de Luís Eduardo Magalhães, Barreiras e São Desidério. Tem 43 anos de jornalismo e foi redator e editor nos jornais Zero Hora, Folha da Manhã e Diário do Paraná, bem como repórter free-lancer de revistas da Editora Abril

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