Nova CPMF incidirá sobre “todas transações”, diz assessora de Guedes.

CPMF vem aí. Com outro nome, mas a cara do Pai*. 

Do Metrópoles.

A assessora especial do Ministério da Economia, Vanessa Canado, disse nesta quarta-feira (26/8), em entrevista aos jornais O Globo e Valor Econômico, que o tributo sobre pagamentos estudado pelo governo, batizado de “Nova CPMF”, não será apenas digital.

O ministério estuda a criação de um imposto sobre transações financeiras com uma alíquota de 0,2% cobrada nas duas pontas da operação. A ideia é, por outro lado, desonerar a folha de pagamentos de empresas como forma de recompensar.

“Para ser um tributo de base ampla, obviamente ele não captura só as transações digitais, da economia digital. Tem que capturar todas as transações da economia”, assinalou a assessora do ministro da Economia, Paulo Guedes.

“A contribuição sobre pagamentos ganha uma nova conotação em relação à nova CPMF por conta da digitalização da economia. Quando se torna a economia mais incorpórea, a forma de rastrear é mais fácil por meio do fluxo de pagamentos”, disse.

Rodrigo Maia, presidente da Câmara, diz que o Congresso não aprova o novo imposto, mesmo que tenha um nome em inglês.

O certo é que, apesar de castigar o pobre, pois incide no setor de alimentos, onerando produção, transporte, distribuição e varejo, a nova CPMF pega os dinheiros mal havidos do sub-mundo.

Imagine só os 7 milhões das transações de Fabrício Queiroz. Resultariam em impostos de valor nominal de R$28.000,00, creditados à vista nos cofres públicos. Além de servir como indicativo para a fiscalização da Receita Federal. 

(*) A Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) substituiu, em 1996, o Imposto Provisório sobre Movimentação Financeira (IPMF), que havia sido criado em 13 de julho de 1993, durante o governo de Itamar Franco, cujo ministro da Fazenda era Fernando Henrique Cardoso.

 

 

 

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Autor: jornaloexpresso

Carlos Alberto Reis Sampaio é diretor-editor do Jornal "O Expresso", quinzenário que circula no Oeste baiano, principalmente nos municípios de Luís Eduardo Magalhães, Barreiras e São Desidério. Tem 43 anos de jornalismo e foi redator e editor nos jornais Zero Hora, Folha da Manhã e Diário do Paraná, bem como repórter free-lancer de revistas da Editora Abril

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