Eita raça ruim! Não respeitam nem o momento de dor e luto!

Como hienas oportunistas, apoiadores do Ogro não perdem oportunidade de criar uma notícia mentirosa.

Tem circulado em grupos de Whatsapp e perfis nas redes sociais de apoiadores do presidente Jair Bolsonaro, nesta quarta-feira (26), uma foto que mostra o governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), em um velório lotado.

Com a foto, os bolsonaristas têm atacado o governador maranhense dizendo que ele promoveu aglomeração e não respeitou medidas de segurança no velório de seu pai, Sálvio Dino, que faleceu aos 88 anos na última segunda-feira (24) em decorrência da Covid-19.

“Velório em família de esquerdista como o governador Flávio Dino tá tudo liberado. O pai morreu de complicações de Covid, mas reuniu a patota inteira sem máscara ou distanciamento. Hipocrisia é pouco. Meus sentimentos”, escreveu um internauta apoiador de Jair Bolsonaro junto à foto em questão, em meio a inúmeras outras postagens acusando Dino de promover aglomeração enquanto outras mortes por coronavírus não podem ser celebradas.

Acontece que a informação é falsa. Sálvio Dino foi sepultado por volta das 11h, no próprio dia de seu falecimento, e não houve velório, em respeito aos protocolos de segurança para a Covid-19.

A foto que vem sendo espalhada por bolsonaristas é do velório de Humberto Coutinho, ex-presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão, em janeiro de 2018 – ou seja, mais de dois anos antes do início da pandemia no Brasil.

“Que tipo de ‘gente’ é capaz de agredir uma família em luto ? Que tipo de ‘gente’ é capaz de usar uma foto de um velório de 2018 como sendo o do meu pai para me agredir ? Já vi muitos tipos de criminosos. Mas ainda me impressiono com o que estão transformando a política no Brasil”, escreveu Dino, pelo Twitter, após a fake news chegar ao seu conhecimento.

Da Revista Fórum, editado.

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Autor: jornaloexpresso

Carlos Alberto Reis Sampaio é diretor-editor do Jornal "O Expresso", quinzenário que circula no Oeste baiano, principalmente nos municípios de Luís Eduardo Magalhães, Barreiras e São Desidério. Tem 43 anos de jornalismo e foi redator e editor nos jornais Zero Hora, Folha da Manhã e Diário do Paraná, bem como repórter free-lancer de revistas da Editora Abril

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