O artista do Power Point, Dallagnol, sai de fininho da Lava-Jato.

A jurista Carol Proster e Deltan Dallagnol

Os abusos de poder, cometido na condução da Operação Lava-Jato, ficou provado pela quebra de sigilo telefônico, por hackers, e a publicação nas páginas do The Intercept Brasil. Deltan Dallagnol foi longe demais no cumprimento da sua “missão messiânica”, em estreita parceria com o juiz Sérgio Moro, que desaguou na eleição do “Louco do Vale da Ribeira” e no charco econômico-social-político em que hora nos encontramos.

Os abusos da Lava-Jato, ligada com intimidade incômoda e apátrida com órgãos de informação dos Estados Unidos, tratoraram até ministros do STF e a Procuradoria Geral da República.

Não fosse a imprensa, alerta, Dallagnol teria se apossado até de devoluções de dinheiro a Petrobras, alguma coisa como 3 bilhões de reais, para o estabelecimento de um “fundo do Ministério Público”, estoicamente administrado por ele próprio. Na época se afirmou que Dallagnol tinha procurado até bancos para certar formas de remuneração do dinheiro.

Acossado pela PGR e pelo STF, Dallagnol agora anuncia que vai abrir mão da Chefia da Força Tarefa da Lava Jato.

No entanto, como disse a jurista Carol Proner, hoje, no Twitter, “Deltan sai da Lava Jato mas a Lava Jato não sai dele. Será até o fim dos tempos responsável pelos crimes que cometeu por abuso de poder.”

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Autor: jornaloexpresso

Carlos Alberto Reis Sampaio é diretor-editor do Jornal "O Expresso", quinzenário que circula no Oeste baiano, principalmente nos municípios de Luís Eduardo Magalhães, Barreiras e São Desidério. Tem 43 anos de jornalismo e foi redator e editor nos jornais Zero Hora, Folha da Manhã e Diário do Paraná, bem como repórter free-lancer de revistas da Editora Abril

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