Ensino híbrido, com aulas presenciais e via internet, é desenvolvido em vários estados.

Quando municípios com vastos recursos provenientes dos precatórios do FUNDEF, como Barreiras e Luís Eduardo Magalhães, tomarão providências para implementar o ensino híbrido entre o estudantado? 

A área da educação sofreu um grande baque com as consequências da pandemia, especialmente pela necessidade de distanciamento social, e é fato que muitas instituições de ensino não souberam tão bem como proceder para amenizar tal impacto.

Porém, o crescimento do ensino híbrido no Brasil (e em todo o mundo, na verdade) deve transformar essa realidade de uma vez por todas, de modo que educação e tecnologia, que andam juntas há muito tempo, possam ser assuntos ainda mais intrinsecamente relacionados.

No Brasil, uma dezena de estados, entre eles a Bahia já está aplicando as técnicas de mesclar o ensino presencial, com turmas e horários reduzidos combinado com aulas via internet.

É evidente que o ensino online é a melhor alternativa entre essas duas, mas dado o caráter de urgência que a pandemia trouxe, não houve tempo hábil suficiente para colocar um planejamento eficiente em prática na maior parte das instituições de ensino.

Por outro lado, a pandemia acelerou o processo de migração digital, e mesmo que meio “aos trancos e barrancos”, mostrou que a internet é poderosíssima para o ensino, embora este não tenha que ser um modelo exclusivo, e é exatamente aí que entra o ensino híbrido.

Maranhão aproveita rede de telefonia celular

O Governo do Estado adquiriu 90 mil chips de dados para serem distribuídos prioritariamente aos estudantes da 3ª série do Ensino Médio, matriculados em escolas da rede pública estadual do Maranhão. A medida visa possibilitar que os estudantes tenham acesso às aulas digitais, disponibilizadas pela Secretaria de Estado da Educação (Seduc) e tenham oportunidade de melhor se preparar para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

Os chips começaram a ser distribuídos aos estudantes a partir do dia 3 de agosto e a previsão é que a entrega seja concluída até meados do mês, conforme repasse da operadora. “São 90.000 estudantes do 3º ano do ensino médio da nossa rede pública estadual que receberão chips para acesso à internet. Com isso, estamos ampliando acesso às aulas, também veiculadas em redes com dezenas de rádios cobrindo todo o nosso território”, destacou o governador Flávio Dino por rede social.

Conforme o secretário de Estado da Educação, Felipe Camarão, o Estado buscou fazer a aquisição dos serviços da operadora de telefonia com maior cobertura no território maranhense.

Nos Estados Unidos, o ensino à distância, combinado com aulas presenciais já era aplicado antes da pandemia.

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Autor: jornaloexpresso

Carlos Alberto Reis Sampaio é diretor-editor do Jornal "O Expresso", quinzenário que circula no Oeste baiano, principalmente nos municípios de Luís Eduardo Magalhães, Barreiras e São Desidério. Tem 43 anos de jornalismo e foi redator e editor nos jornais Zero Hora, Folha da Manhã e Diário do Paraná, bem como repórter free-lancer de revistas da Editora Abril

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