Na hora que ia acolher (ou não) a denuncia contra Flávio Bolsonaro, STJ teve computadores invadidos e criptografados.

Cristina Bonner e o STJ

Agora a coisa ficou séria: todos sabem que o Ministério Público do Rio de Janeiro denunciou, esta semana, o senador Flávio Bolsonaro pelo crime da rachadinha e conexos, como a lavagem de dinheiro.

Pelo que dita a Lei, a denúncia deveria ser acolhida pelo Superior Tribunal de Justiça, foro do parlamentar com mandato no Congresso Nacional.

Pois bem: de repente, não mais que de repente, um hacker criptografou todas as informações do STJ e a Corte está paralisada, sem acesso aos dados, inclusive os arquivados em Nuvem.

Mas a notícia mais importante vem agora:

A Globalweb, empresa da família de Cristina Boner, ex-esposa do advogado Frederick Wassef, é a responsável pela cibersegurança do Superior Tribunal de Justiça (STJ), alvo do ataque hacker na última terça-feira (3).

O órgão anunciou a suspensão de suas atividades e dos prazos dos processos que correm na corte até o próximo dia 9. Os dois contratos da empresa com o STJ somam mais de R$ 17 milhões. Um deles prevê suporte completo ao sistema da Corte, como dados sobre processos e peças, sejam elas públicas ou sigilosas.

De acordo com o portal O Bastidor, a empresa também fica responsável pela segurança, pelo armazenamento, pelo banco de dados e pela virtualização de todo o ambiente tecnológico do STJ. A Polícia Federal abriu inquérito para apurar as circunstâncias do crime.

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Autor: jornaloexpresso

Carlos Alberto Reis Sampaio é diretor-editor do Jornal "O Expresso", quinzenário que circula no Oeste baiano, principalmente nos municípios de Luís Eduardo Magalhães, Barreiras e São Desidério. Tem 43 anos de jornalismo e foi redator e editor nos jornais Zero Hora, Folha da Manhã e Diário do Paraná, bem como repórter free-lancer de revistas da Editora Abril

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