Esqueça o frango e o leitão caipiras: o milho continua fluindo para os mercados externos.

Informação de cocheira e não foi o cavalo que me contou: a desorganização na comercialização dos estoques de milho continua acelerada. Apesar do diminuto estoque de passagem até a safrinha do Centro-Oeste, já existem 53 navios nomeados para carregar milho nos portos, nos próximos 30 dias, que vão levar embora 2,76 milhões de toneladas.

Isso significa retomada da alta dos preços e menos frango e suínos por preços razoáveis na mesa do brasileiro.

A falta do milho não desorganiza a grande produção de proteína animal. Mas traz consequências desastrosas para os pequenos produtores independentes de frango e porco caipira, que estão vendendo suas matrizes e retirando-se da produção.

Sem milho, os pequenos produtores tentam substituir a alimentação por mandioca (parte aérea e raiz), batata doce, abóbora e guandu. Pois é: a nível de pequenos municípios, esses produtos chegam a custar a metade do preço do milho, na equivalência amido energético e proteína.

Se a safrinha for boa, somaremos 71 milhões de toneladas de produção. Mas exportaremos uma média de 5,35 milhões de toneladas por mês, como aconteceu de julho a dezembro de 2020, raspando o tacho e inviabilizando até a produção de etanol de milho no Mato Grosso.

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Autor: jornaloexpresso

Carlos Alberto Reis Sampaio é diretor-editor do Jornal "O Expresso", quinzenário que circula no Oeste baiano, principalmente nos municípios de Luís Eduardo Magalhães, Barreiras e São Desidério. Tem 43 anos de jornalismo e foi redator e editor nos jornais Zero Hora, Folha da Manhã e Diário do Paraná, bem como repórter free-lancer de revistas da Editora Abril

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