Os canalhas também envelhecem.

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso confirma que o PSDB é um partido distante dos anseios populares e próximo aos interesses de bancos e corporações financeiras. Em em artigo publicado no Jornal O Estado de S. Paulo, neste domingo (03/01), o tucano defendeu a permanência de Jair Bolsonaro no cargo até o final –a despeito de o povo gritar nas ruas “Fora Bolsonaro”.

Para FHC, apesar dos deslizes de Jair Bolsonaro, “não é hora para o ajuste de contas” e que “a experiência mostra que é melhor esperar que o tempo escoe do que precipitar o fim de governos”, em uma clara alusão à discussão sobre um possível impeachment do presidente.

Ao cidadão que, surfando no Plano Real, acabou jogando o país numa profunda recessão, interessa que Bolsonaro sangre até o final do mandato. Ele esquece, no entanto, em atitude típica de sua longeva idade, que junto com o Ogro do Planalto, o País sangrará junto, com a Saúde, a Educação e a Ciência e a Pesquisa, abandonadas.

Com isso, o País terá nos próximos dois anos novos índices negativos na Economia, dilatando a desigualdade e o abandono das classes menos favorecidas. Para FHC não interessa que a fome avance entre mais de 100 milhões de brasileiros, que mais da metade da população ativa esteja desempregada ou sub-empregada.

O que interessa é que um candidato da direitona encontre terreno fértil para chegar ao Planalto, enquanto ele goza a primavera em Paris, em seu apartamento dourado na Champs-Elysées. 

Fernando Henrique é só mais um canalha golpista.

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Autor: jornaloexpresso

Carlos Alberto Reis Sampaio é diretor-editor do Jornal "O Expresso", quinzenário que circula no Oeste baiano, principalmente nos municípios de Luís Eduardo Magalhães, Barreiras e São Desidério. Tem 43 anos de jornalismo e foi redator e editor nos jornais Zero Hora, Folha da Manhã e Diário do Paraná, bem como repórter free-lancer de revistas da Editora Abril

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