A dança macabra das vacinas: Índia proíbe exportação da vacina Oxford/AstraZeneca

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) informou que recebeu nesta segunda (4) dados a respeito da vacina de Oxford que está sendo fabricada pelo Serum Institute of India. Na semana passada, a Fiocruz solicitou autorização para importar 2 milhões de doses do imunizante produzido em solo indiano.

Em nota, a Anvisa explicou que vai avaliar se os dados de fabricação da vacina de Oxford na Índia são semelhantes à produção em estudo no Reino Unido, pelo laboratório Astrazeneca.

No entanto, a Fundação Oswaldo Cruz pode ter frustrada sua iniciativa, diante de uma notícia divulgada hoje:

A Índia decidiu proibir a exportação de vacinas até que sua população de 1,35 bilhão esteja imunizada.

A decisão do governo indiano ocorreu após a Fiocruz ter anunciado neste domingo (3) a compra de doses para início da vacinação no Brasil.

O Instituto Serum, na Índia, que produz a vacina de Oxford/AstraZeneca para países em desenvolvimento, agora diz que não vai permitir a exportação do imunizante antes de vacinar os indianos.

A proibição é mais um revés para os intentos privatistas do presidente Jair Bolsonaro. Ele sabota o plano nacional de vacinação enquanto libera clínicas privadas a buscarem o imunizante.

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Autor: jornaloexpresso

Carlos Alberto Reis Sampaio é diretor-editor do Jornal "O Expresso", quinzenário que circula no Oeste baiano, principalmente nos municípios de Luís Eduardo Magalhães, Barreiras e São Desidério. Tem 43 anos de jornalismo e foi redator e editor nos jornais Zero Hora, Folha da Manhã e Diário do Paraná, bem como repórter free-lancer de revistas da Editora Abril

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