Greve em Luís Eduardo paralisou a cidade. Postos de combustíveis fecharam. Na época, O Expresso já denunciava a apropriação ideológica do movimento. Veja aqui.
Entidades representantes de caminhoneiros planejam uma paralisação geral da categoria em todo o Brasil no próximo dia 1º de fevereiro. A deliberação foi aprovada em Assembleia Geral Extraordinária do Conselho Nacional de Transporte Rodoviário de Cargas (CNTRC) em 15 de dezembro.
De acordo com o Sindicato dos Transportadores Autônomos de Bens de Feira de Santana e Região (Sintracam), a principal reivindicação da categoria é contra a alta no valor dos combustíveis, considerada abusiva.
“O preço só vai aumentando. Isso está acabando com a categoria, e encarece mais ainda o produto final ao consumidor”, diz Jurair Pinheiro, diretor da entidade.
Em maio de 2018, caminhoneiros paralisaram atividades durante o Governo Temer, já em plena campanha pela eleição de Jair Messias. Eram comuns no movimento faixas pela candidatura do extremista de direita.
Pois bem: a classe votou em massa no atual presidente e agora se voltam contra a sua criatura.
A classe é muito vilipendiada em sua atividade. Concordamos. Vivem no fio da navalha, pressionada por bancos financiadores da atividade, por transportadoras e grandes tomadores de fretes, pela política dos combustíveis.
São humilhados na hora da carga e da descarga, a maioria das vezes em condição muito fragilizada. São trabalhadores. Mas estão provando agora do próprio veneno pela condução do insano à Presidência da República.
O movimento de 2018 só terminou com a intervenção de tropas federais e da PRF.

