Esqueça o frango e o suíno baratos: preço do milho aponta para cima.

De acordo com a Consultoria T&F Agronômica, os preços do milho têm mais motivos para subir do que para seguirem estáveis ou caírem. Os preços internos subiram cerca de 6,67% na semana passada e saltaram 0,75% na B3. Segundo Luiz Pacheco, analista da consultoria, o preço do milho pode atingir 95 reais em 5 meses.

“Eu tenho 47 anos de mercado e 73 de vida, nesse período nunca vi o milho chegar a esse preço de R$ 95  e nem com essa lucratividade tão grande. Em São Paulo está batendo na casa dos R$ 87, então não será surpresa quando chegar a R$ 95. Eu acertei na mosca quando o preço estava em R$ 55 e chegou a R$ 77 e o que posso dizer é que vai continuar em alta, pois frustrou a safra de verão no Sul, que são grandes consumidores, e com isso o preço volta a subir. A par disso, o dólar volta a subir e isso vem com o medo de grandes compradores, que marcaram território, manter o milho aqui”, disse.

Segundo ele, esse valor de R$ 95 se justifica por haver um longo caminho para ter milho novamente no Brasil. “Temos quase 5 meses e meio para consumir milho que tem do resto da safrinha passada e da safra de verão, que foi menor também”, explicou.

A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o milho fechou a sessão desta terça-feira, 11 com preços em alta. Os contratos de milho com entrega em março/21 fecharam a US$ 5,17, alta de 25 centavos de dólar, ou 5,07%, em relação ao fechamento anterior.

A posição maio de 2021 fechou a sessão a US$ 5,19 por bushel, ganho de 25 centavos de dólar, ou 5,06%, em relação ao fechamento anterior.

Do Canal Rural.

Ontem o milho subiu quase 4% em um único dia no Oeste baiano, onde não existe safrinha e a primeira safra não deve ser significativa.

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Autor: jornaloexpresso

Carlos Alberto Reis Sampaio é diretor-editor do Jornal "O Expresso", quinzenário que circula no Oeste baiano, principalmente nos municípios de Luís Eduardo Magalhães, Barreiras e São Desidério. Tem 43 anos de jornalismo e foi redator e editor nos jornais Zero Hora, Folha da Manhã e Diário do Paraná, bem como repórter free-lancer de revistas da Editora Abril

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