Preços recordes de produtos agropecuários tornam alimentos mais caros.

O preço do milho, ontem, no Oeste baiano, aumentou 2,27% para R$67,50 a saca de 60 quilos. No Centro do País, Boi, Milho e Soja batem recordes de preços.

Boi: arroba chega ao maior valor da história no indicador do Cepea

O indicador do boi gordo do Cepea registrou o maior valor nominal da história na série. A arroba passou de R$ 289,7 para R$ 292,35, em uma alta diária de 0,91%. Dessa forma, no acumulado de 2021, a cotação já subiu 9,43%. A oferta restrita de boiadas segue dando o tom do mercado, e a consultoria AgroAgility já reportou negócios a R$ 300 por arroba.

No mercado futuro, os contratos de boi gordo negociados na B3 também tiveram um dia de alta expressiva. O vencimento para janeiro passou de R$ 292,45 para R$ 295,55 e para fevereiro subiu de R$ 291,90 para R$ 295,50 por arroba.

Milho: saca renova recorde pelo quinto dia consecutivo

O indicador do milho do Cepea, calculado com base nos preços praticados em Campinas (SP), subiu de R$ 84,96 para R$ 85,22 por saca, um avanço diário de 0,3%. Dessa forma, no acumulado de 2021, a cotação já subiu 8,4%.

Portanto, o indicador renovou a máxima histórica da série do Cepea pelo quinto dia consecutivo. A alta ocorreu mesmo em um dia de queda expressiva das cotações em Chicago. A valorização do dólar em relação ao real ajudou a sustentar os preços.

Soja: preços renovam máximas mesmo com queda em Chicago

Assim como no caso dos indicadores do boi e do milho do Cepea, o da soja negociada no porto de Paranaguá (PR) renovou o valor máximo da série histórica. A saca passou de R$ 170,72 para R$ 171,29, uma alta de 0,3%. No acumulado do ano, a cotação já chega a uma valorização de 11,3%.

O cenário ocorreu mesmo com uma queda expressiva em Chicago, que chegou a superar 2%. Repetindo a movimentação do milho, a desvalorização da moeda brasileira em relação ao dólar colaborou com os preços no mercado doméstico.

Com informes do Canal Rural e Aiba.

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Autor: jornaloexpresso

Carlos Alberto Reis Sampaio é diretor-editor do Jornal "O Expresso", quinzenário que circula no Oeste baiano, principalmente nos municípios de Luís Eduardo Magalhães, Barreiras e São Desidério. Tem 43 anos de jornalismo e foi redator e editor nos jornais Zero Hora, Folha da Manhã e Diário do Paraná, bem como repórter free-lancer de revistas da Editora Abril

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