Aprovação de Bolsonaro cai de 37% para 26% em uma semana.

O golpe na popularidade do Soberano foi tão forte que ele se animou até a confrontar o Mercado Financeiro e determinar a concessão da esmola às faixas mais vulneráveis do País, os famélicos, as mães chefes de família, aos desempregados e aqueles cuja idade ou doenças não permitem mais trabalhar, já que a Previdência se ausentou do País.

 Em 15-04-2018, pesquisa Data Folha indicava o seguinte:

Lula tem 31%, Bolsonaro, 15%, Marina, 10%, aponta pesquisa Datafolha para 2018.

Bolsonaro já destacava como desafiante de Lula da Silva, com a metade dos votos, mesmo estando o ex-presidente preso. Veja:

  • Lula (PT): 31%

  • Jair Bolsonaro (PSL): 15%

  • Marina Silva (Rede): 10%

  • Joaquim Barbosa (PSB): 8%

  • Geraldo Alckmin (PSDB): 6%

  • Ciro Gomes (PDT): 5%

  • Alvaro Dias (Podemos): 3%

  • Manuela D’Ávila (PC do B): 2%

  • Fernando Collor de Mello (PTC): 1%

  • Rodrigo Maia (DEM): 1%

  • Henrique Meirelles (MDB): 1%

  • Flávio Rocha (PRB): 1%

  • João Amoêdo (Novo): 0

  • Paulo Rabello de Castro (PSC): 0

  • Guilherme Boulos (PSOL): 0

  • Guilherme Afif Domingos (PSD): 0

  • Em branco / nulo / nenhum: 13%

  • Não sabe: 3%

Hoje no poder, apesar da massiva propaganda nas mídias sociais, na TV e nos jornais, algumas delas com informações errôneas, Bolsonaro está voltando para o seu nicho de 15%.

A má gestão da pandemia, o desemprego, a inflação galopante e os resultados pífios da economia, além de uma gestão errática, em que as verdades do “chiqueirinho”, proferidas pela manhã, são desmentidas à tarde, fizeram de Bolsonaro um alvo móvel da opinião pública.

A pressão política em cima de Bolsonaro é tão forte que ele precisou comprar o Centrão para se assegurar de que não será iniciada uma ação de impedimento.

Infelizmente é isso que o PT e uma parte das oposições desejam: que Bolsonaro se desentregue até as eleições para lá chegar desmascarado.

Lhe restará então um pequeno grupo de fanáticos, anarco-fundamentalistas de direita, que, ainda durante o processo eleitoral tentarão uma aventura institucional.

Ninguém é capaz de prever o resultado de tal evento, dada ao afrouxamento da militância oposicionista e da covardia inerente aos líderes das instituições. Não dispomos mais de líderes como o Leonel Brizola da legalidade.

Os freios e contrapesos do regime democrático serão, então, colocados à prova.

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Autor: jornaloexpresso

Carlos Alberto Reis Sampaio é diretor-editor do Jornal "O Expresso", quinzenário que circula no Oeste baiano, principalmente nos municípios de Luís Eduardo Magalhães, Barreiras e São Desidério. Tem 43 anos de jornalismo e foi redator e editor nos jornais Zero Hora, Folha da Manhã e Diário do Paraná, bem como repórter free-lancer de revistas da Editora Abril

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