
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, determinou a prisão em flagrante por crime inafiançável contra o deputado bolsonarista Daniel Silveira (PSL-RJ), um flagrante desequilibrado mental e provocador nazi-fascista.
A ordem foi proferida na noite de hoje (16), após o parlamentar divulgar um vídeo com discurso de ódio contra os integrantes da Corte.
Silveira já está com os policiais a caminho da Superintendência da Polícia Federal. Ele, que já é alvo do inquérito que apura o financiamento de atos antidemocráticos, publicou um vídeo com ofensas, ameaças e pedido de fechamento do Supremo.
A prisão do deputado foi determinada por Moraes no âmbito do inquérito sigiloso que apura ameaças, ofensas e fake news disparadas contra ministros do STF e seus familiares. Este é o primeiro mandato de Silveira na Câmara.
Ele ficou conhecido por destruir, durante a campanha, uma placa de rua que homenageava a vereadora Marielle Franco, assassinada a tiros em março de 2018.
“A Constituição Federal não permite a propagação de ideias contrárias a ordem constitucional e ao Estado Democrático (CF, artigos 5º, XLIV; 34, III e IV), nem tampouco a realização de manifestações nas redes sociais visando o rompimento do Estado de Direito, com a extinção das cláusulas pétreas constitucionais – Separação de Poderes (CF, artigo 60, §4º), com a consequente, instalação do arbítrio”, escreveu Moraes.
O que esses fundamentalistas da seita bolsonarista estão desejando é exatamente o que está prestes a acontecer: um confronto com as instituições, como a Justiça e o Legislativo, para estabelecer um golpe de extrema-direita, à feição de Hugo Chávez, na Venezuela, transformando o País num quintal das milícias e do crime comum.
Em 1999, o então deputado Jair Messias Bolsonaro, elogiava Chávez, dizendo que o Coronel golpista era uma esperança para a América Latina. Com a morte de Chávez, Maduro se mantém no poder com o mesmo sistema: alimentos, armas e vantagens salariais para os seus milicianos e uma população subjugada pela fome e pela tortura.
